Fique a vontade e conheça Nair Benedicto

Confesso que tem pouco tempo que conheci, pesquisei e me aprofundei na história e biografia de Nair Benedito. Não se sinta mal se você até agora não tiver conhecido ainda, Nair (íntima), apesar de ser extremamente importante para a história da fotografia no Brasil, é super discreta sem se preocupar em fazer ações de divulguem seu nome e suas fotografias (ao menos esse foi o principal motivo que me fez sentir melhor).

Fique a vontade, tome um café e conheça Nair Benedicto

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Nair Benedicto é uma comunicadora por excelência. Ponto. Apenas esse comentário já seria o suficiente para explicar o poder de comunicação de toda a sua obra. A paulistana se dedicou aos estudos das mídias de massa, se formando em Rádio e Televisão na Universidade de São Paulo (1972), se dedicando em tempo integral a prática de fotografar um tempinho depois.  E logo na época d BOOM dos meios de comunicação, Nair Benedicto estava se envolvendo na área mas promissora de todos os tempos. Em 1979 fundou a agência f/4 de Fotojornalismo juntamente com seus amigos Juca Martins, Delfin Martins e Ricardo Malta, tempos depois a fotógrafa muda o foco, deixa f/4 e funda N Imagens, onde está até os dias de hoje.

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Esse N Imagens foi o principal nome que abriu as portas, dando suporte para que Nair Benedicto pudesse realizar todas as suas vontades envolventes com a (linda) fotografia. Foi exatamente com esse N Imagens que ela acabou fundando juntamente com seus colegas e amigos de trabalho Stefania Bril, Marcos Santilli, Rubens Fernandes Júnior e Fausto Chermont o NAFoto (Núcleo de amigos da fotografia) que é o principal responsável pelos maiores eventos e concursos de fotografia em São Paulo até hoje.

Dá para perceber (principalmente pelas suas fundações) que o envolvimento com a fotografia de forma social é dos fortes da fotógrafa. E continuando com essa história linda, de forma singela e discreta, ela já merece ser citada quando formos falar da história da fotografia aqui no nosso país. Além desse tipo de envolvimento, existe o envolvimento documental fotográfico da Nair (sempre íntima) com seus objetos de estudo como índios, sem terra, e principalmente a questão da valorização da mulher na sociedade brasileira (e foi por este motivo que ela foi comissionada pela Unicef para documentar a situação da criança e da mulher na América Latina nos anos de 88 e 89).

E é claro que eu não tenho como deixar de comentar que todo esse seu lindo trabalho foi muito bem visto lá fora, como no Museum of Modern Art, NY, que já recebeu e expôs fotografias de Nair mostrando a questão cultural como um todo do nosso país. O que é muito grandioso não só para a própria autora/fotógrafa, mas principalmente para nós.

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Como eu sempre: Conhecer a história e se aprofundar nas inspirações de outros fotógrafos e fotógrafas, sempre nos deixa mais fortes, corajosos e, claro, com uma base melhor para seguir em frente.

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