Cultura, cinema e fotografia na política

Cultura, cinema e fotografia é algo importante e merece a nossa atenção, principalmente quando estamos falando de política. O meu maior questionamento para a bendita eleição de 2014 é: Existe alguma possibilidade de ajudar a valorizar a cultura da minha cidade, meu estado e meu país com essa eleição? E você que é envolvido com a fotografia, já parou para pensar que se não tiver um bom envolvimento cultural, alguém que apoie questões culturais como um todo, não teremos também a nossa valorização?

Cinema Paradiso
Foto reprodução do filme: Cinema Paradiso

Cultura, cinema e fotografia na política

Não estou aqui para fazer campanha política, já que o assunto nunca é comentado por aqui pelo TNF. Mas, como comunicadora me senti na obrigação de me pronunciar de alguma forma. Não sou a mais entendedora do assunto também, penso que para discutir alguns assuntos a pessoa deve realmente dominar, ter provas, histórias e cartas na manga, sou apenas uma profissional da fotografia, amante de todas as formas culturais, cinema e história da arte. Ao mesmo tempo, enquanto Repórter Fotográfica, acabo me aproximando de muitas pessoas que se envolvem com a política, escuto todos os dias várias opiniões diferentes, desde aquela despretensiosa à aquela que se comunica apenas em razão do meu voto.

Dito tudo isso, escuto muito pouco sobre as questões culturais. Claro, a seca (que é um dos grandes problemas do meu Estado), educação e a saúde são fatores que devemos priorizar. Mas praticamente todos os candidatos carregam no discurso esses fatores primordiais, mas e a cultura? Até agora somente um candidato (a governador do meu Estado) leva alguns ideais interessantes com relação a cultura, até por ter um irmão fotógrafo bastante conhecido (talvez até nacionalmente).

Está mais do que claro que o incentivo à cultura pode melhor estudo, melhorando estudo, melhora muitas coisas, não é mesmo? Ao menos no meu estado a cultura funciona de forma muito silenciosa, as pessoas por aqui não sabem nem a história do lugar que nasceram, e desconhecem a programação cultural da cidade. Os costumes ficam então bem rasos, baseados nas modinhas que são criadas gerando um ciclo no ritmo e na fama de cada “lugar legal” que abre por aqui.  Mas e cadê?

A maioria das pessoas votam naqueles que alguém da família indicou, não procura saber da história e das pretensões políticas de cada um , é certo que nenhum político é bom em sua totalidade, mas se para eleger precisam de um voto nosso, então vamos fazer consciente, ao menos de votar no menos ruim ou naquele que carrega no discurso ideias que nos agradam. Avaliar o discurso também é algo interessante, uma prima estudante de letras sempre diz que não se pode acreditar num discurso, sempre há algo por traz dele, principalmente um monte de outras pessoas. Michel Foucault em seu livro A ordem do discurso pode te dar algumas dicas para entender como surgiu o discurso e como melhor entende-lo, pois é preciso avalia-lo, se possível, vários discursos de um mesmo candidato. E sempre prestando atenção nas questões principais e nas ligadas à cultura. Cultura, cinema e fotografia na política pode ser a chave que precisamos para ter uma valorização na nossa área de várias as formas.

Com o avanço da nossa profissão (tecnologicamente falando e quantitativa também), sem a melhora na cultura de modo geral, ficamos perdidos em meio a um mercado vazio de tantos profissionais (alguns muito bons, outros sem noção) sem conteúdo, sem nem saber a história da própria profissão, sem saber legendar sua própria foto. Então, deixo aqui o meu recado: A nossa profissão está passando por muitas mudanças e para que elas sejam boas, positivas, é preciso ter incentivo por parte da cultura de nosso Estado e de nosso país. Fique atento e vote consciente!

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