Negócios para fotógrafos de um jeito inovador, só no Newborn Photo Conference

Que nos dias 19,20 e 21 de Abril acontecerá a 6ª Edição do Newborn Photo Conference, todo mundo já sabe. Que será realizado no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, e, que reunirá alguns dos mais renomados fotógrafos atuantes no mercado (nacional e internacional), também. O que talvez pouca gente saiba é que o evento, não só ensina tudo o que é necessário na fotografia Newborn, mas além disso, abrange áreas como: Família, Tratamento e Negócios. Sim, Negócios. Este que é o assunto chato para muitos, será, ao que depender de seus palestrantes, agradável e bastante esclarecedor. Quer saber o porquê? Então confira.

“Pensando no negócio: formação de preço e lucratividade”. Se para alguém o título da palestra de Alex Mantesso assuntar, ou gerar uma interrogação mental gigantesca, então é hora refletir, afinal, como diz o próprio fotógrafo: “Para aqueles que resistirem à tentação de fugir do assunto chato das contas terão a oportunidade de aprender uma forma diferente de encarar a formação de preço, que é um ponto chave na constituição de qualquer negócio, afinal está diretamente ligado a lucratividade e sucesso do negócio. Fotografar é maravilhoso, mas não podemos fugir ao lado comercial. A conciliação da realização profissional (em ser fotógrafo), com a satisfação de poder pagar as contas é o que nos move a levantar todos os dias, prospectar clientes, produzir material, atender pessoas e chegar ao fim do dia certo de que amanhã tem tudo para fazer novamente. E que bom que tem!”.

Mantesso pretende, em sua palestra no Newborn Photo Conference, quebrar pressupostos e paradigmas comumente estabelecidos. Mas, o que é que vem depois que já se sabe quanto cobrar para obter lucratividade e fazer o negócio crescer? Como gerir o número crescente de trabalhos, deixando os clientes satisfeitos e sem cometer nenhum erro devido a desorganizações? Para responder a esta questão, uma das fotógrafas mais queridas do país, Simone Silvério e o fotógrafo Jaiel Prado, sobem ao palco com o tema: “O fotógrafo como empresário: fluxo de trabalho e produtividade”.

Relativamente a importância deste tema os fotógrafos afirmam:

“Esse é um tema normalmente deixado de lado ou colocado em um plano secundário em relação aos temas ligados à composição, técnica e até marketing, mas ele não é. Ele é, não só, tão importante quanto (…) pode deixar muito mais tempo para você fotografar (sic)”.

O casal, ainda, chama a atenção ao que é bastante comum nos fotógrafos iniciantes, ou seja, a tendência de organizarem cada um de seus trabalhos de um jeito diferente, entretanto, alertam com firmeza para o problema que isso irá gerar ao próprio fotógrafo no futuro, uma vez que com o aumento do fluxo de trabalho fica cada vez mais difícil arranjar tempo para se organizar e, por isso, esclarecem que é muito importante estabelecer desde o princípio um rotina com a nomeação dos arquivos, com os backups, com o fluxo de caixa e gerenciamento de clientes.

A este último assunto, os clientes, o Newborn Photo Conference traz de volta ao seu palco um dos veteranos de seu palco, um fotógrafo que por diversas vezes emocionou os congressistas com suas histórias, que ficou conhecido como o encantador de bebês, capaz de colocá-los para dormir em poucos minutos, bem como desenvolvedor de um jogo de luz e sombras que se tornou sua marca característica. Cristiano Borges, com o tema: “Marketing de guerrilha: técnicas criativas de prospecção e venda”.

A respeito do assunto o fotógrafo esclarece: “O Marketing de Guerrilha é uma técnica que começou a ser desenvolvida nos anos 70 para possibilitar grandes resultados com pequenos investimentos. Percebemos que um grande número de profissionais só começam a se interessar por marketing em momentos de crise, quando não estão tendo muitos trabalhos, entretanto este é o pior erro. O marketing deve ser utilizado principalmente em tempos de bonaça, pois assim é mais fácil atingir sucesso. Não basta ter a melhor fotografia, você precisa saber mostrá-la no mercado. Na minha palestra eu vou responder a todos que sempre nos perguntam a que se deve o nosso sucesso e como fazemos para nos mantermos no topo o tempo todo”.

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Formação de Preço, Fluxo de Trabalho e Marketing, esses são os assuntos abordados na área de Negócios nesta 6ª edição do Newborn Photo Conference. Ficou interessado? Então não perca tempo, as vendas para o evento presencial vão só até segunda-feira (11/04). Acesso o site e garanta já o seu passaporte:

http://newbornphotoconference.com.br/2016/matricule-se/

Punks, posers, fumaça e um quartilho: a vida no metrô londrino belamente capturada nos anos 1970 e 80

– Bob Mazzer, agora com 65 anos, originário de Whitechapel, east London, narrou uma vida enquanto viajava pela cidade, onde trabalhava como projetor de filmes.

– Usando sua confiável Leica M4 para fazer as fotografias.

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Os rockers estão lá em suas jaquetas de couro com spikes, exibindo orgulhosamente suas tatuagens; assim como os punks e os menos conscientes da moda, passageiros habituais – como uma senhora de meia-idade segurando um litro de cerveja sentada em um banco, numa época em que os pisos nos vagões ainda eram de madeira.
Esse era o cenário no metrô de Londres na década de 1970 e 80, belamente capturadas pela câmera por Bob Mazzer, cuja crônica da vida no metrô foi um acidente feliz.
Agora com 65 anos, Mazzer, de Whitechapel, no East End, costumava ser um projetista de cinema em King`s Cross – um trabalho que o obrigava a ir para casa tarde da noite.
E foi aí que alguns de suas melhores fotografias foram tiradas: de pessoas dormindo nos trens; foliões na cidade, casais se beijando, e jovens pulando as catracas fechadas.

“Eu sentia que o metrô era meu e eu estava lá para tirar fotos. Era como uma festa “, ele disse ao Evening Standard.
Mazzer sempre esteve com sua fiel Leica M4 junto com ele e começou a fotografar à distância.
Mas foi só mais tarde que percebeu que tinha reunido uma verdadeira coleção de imagens da vida no subsolo.

Sua paixão pela fotografia realmente decolou, enquanto ele estudava na Woodberry Down School, aonde tinha um quarto escuro.
Nessa época, ele também começou a frequentar a Saturday Art Club no Hornsey College of Art, onde mais tarde viria a se inscrever.
Foi em 1976 que adquiriu a câmera que usou para capturar suas fotografias subterrâneas – uma Leica M4 preta laqueada com uma lente de 35mm.
Esta foi muito superior a sua câmera Sporty – uma ‘porcaria de câmera pequena de plástico e lata” foi como ele descreveu ao Spitalfieldslife.
Nos primeiros dias, ele usou um Kodachrome 25, um filme lento feito para fotografar à luz do sol.
Mas os resultados falam por si: imagens maravilhosas que remetem a uma época anterior a de um mar de celulares iluminando os vagões.

 

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Publicado originalmente por Nick Enoch, via Daily Mail

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Paolo Roversi vs Kris Van Assche

O fotógrafo cult e o diretor criativo da Dior Homme nos dizem porquê beleza é rebelião

Por 

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Retirado da edição de verão da Dazed&Confused:

Como a nossa paisagem visual se torna deformada por imagens que podem se dissolver em menos de dez segundos ou serem comprimidas em uma caixa, o fotógrafo italiano Paolo Roversi continua a acreditar na poesia de trabalhar com filme. Durante as últimas quatro décadas ele capturou seus motivos femininos desprotegidos e muitas vezes sem roupas, transportando-as para o além, através de técnicas de iluminação e de seu próprio charme hipnotizante.

Hoje, Roversi está em Paris com Kris Van Assche, que assumiu as rédeas de Hedi Slimane como diretor criativo da Dior Homme em 2007. “Quando você trabalha com Paolo, você sabe que sempre haverá tensão e sensualidade”, diz Van Assche, que passou sua adolescência encantado com o trabalho do fotógrafo. A coleção SS14 do designer belga para Dior Homme mostrou sua capacidade de deformar e manipular superfícies, inspirando-se no trabalho do escultor John Chamberlain, que uma vez teve duas de suas obras de 300 quilos de sucata e metal confundidas com lixo e levadas embora. Van Assche construiu sua coleção a partir de pedaços abstratos de couro e estampas metálicas e enviou os seus modelos através de um labirinto espelhado. Embora ele passe seu tempo vestindo o corpo e Roversi prefira tirar as roupas fora, eles compartilham uma crença comum de que a emoção e poesia podem elevar moda.

 

Paolo, o que alimenta sua obsessão com a nudez?

Paolo Roversi: Bem, isso nunca foi sobre erotismo ou pornografia. É apenas sobre beleza. Meu estúdio é um lugar de sonhos e os modelos sentem isso. Essa é a nossa forma de trabalhar. A forma mais pura de retrato é fazer um nu – é a mais elegante.

Kris Van Assche: É importante dizer que não há mais número suficiente de pessoas interessadas em beleza.
É algo que nós dois sentimos. É por isso que as meninas se sentem tão confortáveis com Paolo, porque não se trata de provocação, escândalo ou até mesmo uma forma torturadora de mostrar a beleza.

Paolo Roversi: Nós mantemos vulgaridade porta à fora!

Kris Van Assche: Quero dizer, se você é uma menina e você vai ficar nua na frente de Paolo você sabe que irá ficar incrível! A beleza é uma forma de quebrar as regras de hoje. Ir para o lado da beleza pode ser muito rebelde.

Paolo Roversi: É por isso que eu vim aqui esta manhã, porque eu sabia que ele iria dizer coisas lindas sobre o meu trabalho! Essa é a única razão pela qual eu vim. (risos)

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Assim, a emoção está ligada à maneira com a qual vocês dois trabalham?

Paolo Roversi: Com Kris, não precisamos nos explicar um ao outro, “A fotografia é aquilo’, ou, ‘A moda é isso” – é o instinto. Nós não precisamos de muitas palavras. Eu conheço a sua poesia, seus sentimentos e suas emoções. Uma faísca acontece imediatamente. Eu digo que nós dois colocamos nossos corações em cima da mesa da mesma maneira.

Kris Van Assche: Inspiração sempre vem de emoções, mesmo se é algo enraizado na frustração. Quero dizer, pode vir em momentos realmente estranhos e é sempre o clique que vai lhe influenciar pelos próximos seis meses. Aquele clique pode levar apenas cinco segundos.

Paolo Roversi: Mesmo quando estamos sonhando, ainda estamos trabalhando.

Kris Van Assche: Com Paolo eu sempre sei que vai ter um pouco de tensão e alguma sexualidade. Então, como eu só faço moda masculina, é importante que haja algumas garotas por aí, porque cria uma situação poética. É aí que a colaboração se torna importante. Meu desfile foi bastante frio com todos aqueles espelhos – eu queria que se parecesse com uma galeria de arte – já havia um monte de tensão, mas estava frio, muito robótico, mesmo. Trazendo isso à poesia de Paolo se cria um tipo muito diferente de sentimento.

Paolo Roversi: Para algumas pessoas, o romantismo não é forte. É a minha grande queda. Eu sou romântico! Eu não posso ser perfeito, sabe? Acho que vem da minha infância, da poesia italiana…Oh, eu não sei onde. Eu não quero analisar isso demais. Eu não luto mais contra isso, porque sei que vou perder!

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Kris, é verdade que a coleção Dior Homme SS14 foi vagamente baseada em torno de uma experiência em Miami?

Kris Van Assche: Sim, eu estava em Miami para a Art Basel e foi apenas um daqueles momentos em que você basicamente se sente totalmente ridículo. Você está de pé lá em uma praia debaixo de uma palmeira, o clima é ótimo e você está em um smoking. Há todas estas pessoas sérias ali de pé, com os pés na areia. É só esse contraste estranho. Quero dizer, os contrastes são, obviamente, inspiradores, mas é então que você percebe que tudo isso é realmente muito ridículo!

 

Você dois se desconectam conscientemente do ‘circo’?

Kris Van Assche: Art Basel são na verdade os únicos dois dias do ano em que eu consigo aguentar. Quando eu saio de férias no mês de agosto, eu quase não levo uma mala porque eu não quero ver roupas…

Paolo Roversi: Mas eu acho que de certa maneira nós nunca nos desconectamos. Quero dizer, pessoas como o Kris se desconectam do sistema social do mundo da moda, mas não da criatividade ou da inspiração. Este é você. Você não pode nunca desligar totalmente. Eu acho que ele é um designer criativo 24 horas por dia, ele não poderia ser diferente. Desculpe Kris, eu só respondi para você!

Kris Van Assche: Não tem problema! Eu não preciso de fugir de alguma coisa porque eu amo o meu trabalho e eu consegui me proteger de determinados sistemas.

Paolo Roversi: Às vezes eu me encontro com Kris em uma festa, tomamos muita champanhe juntos e ficamos no canto da sala!

Kris Van Assche: E eu sou sempre assim, ‘O que estamos fazendo aqui?’.

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Você acha que se tornou mais difícil de quebrar as regras?

Paolo Roversi: Você sabe, depende do que você quer quebrar. É muito fácil perder o seu espírito na moda. Acho que já perdi algumas vezes; e uma das coisas mais difíceis, ser completamente puro. Você não pode se comprometer muito e você tem que manter uma certa distância, especialmente se você tem um monte de pessoas ao seu redor lhe dizendo que você é um gênio. É muito perigoso.

Kris Van Assche: Concordo totalmente. Quero dizer – feche os ouvidos, Paolo – não há muitos fotógrafos cujo trabalho você pode reconhecer imediatamente. É uma coisa tão rara hoje em dia. Quando é tecnicamente possível, pode ser copiado e falsificado. Verdadeira autenticidade, emoção e personalidade é a novidade. Isso é quebrar as regras. Ele não está tentando ser o hype a cada semana de cada mês, sabe? Ir contra as regras – esta é a nova rebelião.

 

CREDITS:

Hair: Tomohiro Ohashi at Management Artists

Make-up: Marie Duhart at Atomo Management using MAC

Models: Janis Ancens (L’Uomo Elite), Adrien Sahores (Premium), Daiane Conterato (Elite), Maria Loks (Next)

Photographic assistants: Melanie Rey, Barbara Marangon, Felix Seiler-Fedi, Ton Ishiguro

Styling assistant: Natalia Culebras

Hair assistant: Kiki

Make-up assistant: Methta Gonthier

Digital operator: Matteo Miani at Dtouch

Production: ProdN Paris

 

Publicado originalmente por Isabella Burley, via Dazed & Confuzed

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Além da “Pornografia humanitária”

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Campo de refugiados ruandeses de Kibumba (Zaire) em 1994. JAVIER BAULUZ

 

A imagem é uma ferramenta super potente para traduzir mensagens

Sobre seu caráter de narrar conflitos ou promover a cooperação e a ajuda ao desenvolvimento, se debatem nos próximos dias na Primeira Conferência de Fotografia Social, em Barcelona, organizada pela Fundación Vicente Ferrer
Por Pablo Linde

 

Houve um tempo em que se fazia “pornografia humanitária”. Crianças melancólicas e desnutridas rodeadas de moscas à espera de ajuda são o melhor exemplo. Eram as primeiras campanhas de ONGs, que consideraram essa tática a melhor para jogar com a fibra moral de seus potenciais doadores. Esse tempo já passou, diz Josep Giralt, chefe de comunicações no Vicente Ferrer (FVF) e dono da expressão citada acima. O processo de transformação tem sido lento, desde o início dos anos noventa, graças a uma variação na sensibilidade dos cidadãos e “uma auto-crítica” pela parte das organizações. Mas a imagem ainda é uma ferramenta poderosa para traduzir mensagens. Isto é o que está em discussão desde terça-feira passada, em Barcelona, ​​na Primeira Conferência de Fotografia Social organizada pelo Institut D’FVF e pelo Institut D’Estudis Fotogràfics de Catalunya.
Hoje não se busca a compaixão. O objetivo é contar a realidade. E nem sempre as mais tristes e miseráveis. Do outro lado desta meta há pessoas e, por mais óbvio que possa parecer, atuar com esta premissa serve para salvaguardar um resultado digno e profissional. Explicou o fotógrafo argentino Pablo Tosco, que trabalha para a Oxfam Intermón à seis anos: “Nós precisamos ter empatia legitima para que o outro permita ser retratado. Você não consegue o que as pessoas levam dentro de si em um instante, é essencial dedicar tempo.”

Paciência. Um termo que parece datado e quase incompatível com o ataque cibernético de informações que muitas vezes premia o mais rápido em vez do melhor. A tem cultivado como poucos Jane Evelyn, de 66 anos, mais de 40 com uma câmera, que se crispa à simples menção da Internet e a idéia de que suas fotos pululem pela rede sem controle. Ela, que dedicou uma década para retratar as mulheres na prisão, ela, que passou oito anos vivendo com prostitutas para retratar sua realidade, diz que alcançar intimidade com o fotografado é essencial para que o instantâneo seja sincero e poderoso. Evelyn, cujo trabalho serviu para banir algumas práticas abusivas de penitenciárias americanas, é muito cética quando perguntada se se pode mudar o mundo com a imagem. “Me conformo de que as pessoas sejam conscientes do que está acontecendo, de mostrar-lhes o que de outra forma não conheceriam. “E dá o exemplo de um dos projetos que mais lhe marcaram: os últimos meses da vida de Jean-Louis, um dos primeiros europeus que, no final dos anos oitenta, deram face a AIDS, uma doença tão assustadora, tabu e em grande parte desconhecida. Ela viveu com ele durante semanas para contar que ele era “uma pessoa”, que pessoas com AIDS “existiam e poderiam ser qualquer um.”

E um conceito tão abstrato e belo como o conceito de empatia tem que ser apoiado com algo tão concreto e desagradável quanto a burocracia. Juan Carlos Tomasi, fotógrafo do Médicos Sem Fronteiras, testemunhou inúmeros conflitos em todos os cantos do mundo no último quarto de século, empunhava alguns papéis na mão direita: “Sem isto não podemos fazer nada.” Eram formulários de autorização que utiliza sempre que retrata pessoas com estigmas sociais (doenças, as vítimas de abuso ou exploração …).

A premissa é que o anonimato e a dignidade não valham menos em alguns continentes do que em outros. E que a indignidade não venda mais que a riqueza cultural, disse Juan Alonso, documentarista da Fundação Vicente Ferrer, que acredita que mostrar o cotidiano daqueles que se quer ajudar deve ser a aspiração de qualquer organização. Giralt, nesta linha, se mostrou autocrítico com o imaginário que se criou a respeito dos países em desenvolvimento. “Agora nos perguntamos o porquê de cada foto, debatemos à exaustão qual é a mais adequada, temos superado o paternalismo e o eurocentrismo na hora de mostrado que acontece no mundo, porém, é um processo diário que continua. Todavia, há quem faça espetáculo e busque audiência com o sofrimento alheio, como o programa de Toñi Moreno na Televisão Espanhola”, reflete.

As catástrofes, os acontecimentos, são o terreno ideal para se cair nestas práticas, até mesmo para os profissionais que estão cientes de que devem dar o exemplo contrário. É o exemplo de membros da Groundpress, um coletivo de fotojornalistas centrado em questões sociais. Foi o que aconteceu com as revoltas mineiras de 2012, como explica Arianna Gimenez, uma de seus membros: “Fomos dois de nós passar algumas semanas com os mineiros e quando voltamos para selecionar o material nos demos conta que só tínhamos pneus queimados. Eles existiam e devíamos mostrá-los, mas dávamos a sensação de que um miniero é uma pessoa que se dedica a montar barricadas e a atirar pedras, sem darmos conta do conflito que havia por detrás disso contribuindo para o clichê”. Como seu objetivo era justamente fugir dele, voltaram a passar um mês com os mineiros para buscar outros ângulos.

A maioria dos que participam destas jornadas concordaram em auto aplicar-se uma frase de Ryszard Kapuscinski: “Para ser um bom fotojornalista é preciso ser uma boa pessoa”. Publicar imagens sem se envolver, sem tomar partido, inclusive, se resulta quase impossível. Isso é levado ao extremo pelo romeno Mugur Varzariu, para quem a câmera é uma mera ferramenta de câmbio, como o é qualquer outra, como a política. Com 44 anos, tem apenas quatro dedicados à fotografia e depois de algumas incursões à realidades distantes de seu país, ele percebeu que não tinha que sair de suas fronteiras para encontrar injustiças. É um porta-estandarte para a defesa das comunidades ciganas, um grupo abusado e discriminado em muitos lugares na Roménia. Ao contrário de Jane Evelyn, está convencido de que as coisas podem mudar. E orgulha-se: “Eu sou o inimigo público número um dos políticos em muitas cidades do meu país. Através de minhas fotos tenho conseguido mobilizar pessoas e ONGs que não estavam fazendo nada para impedir os despejos e melhorar a vida de muitas pessoas. Eu, uma única pessoa.”

Dar voz a quem não a tem, essa é a ideia com que concordaram a maioria dos oradores. As transformações e melhoras, se acontecerem, serão feitas depois. Primeiro há de se fazerem visíveis os problemas.

 

Publicado originalmente por Pablo Linde, via EL PAÍS

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Como se tornar um fotógrafo de moda

 

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Uma carreira na fotografia de moda não precisa ser um sonho impossível. Três membros da industria dão à Ben Widdicombe suas dicas para quem está começando a trabalhar.

 

Com um enorme prestígio, altos salários e um glamuroso estilo de vida internacional, a fotografia de moda pode parecer uma das mais cobiçadas profiissões no mundo da moda.  Mas para cada fotógrafo de moda que entra pela porta de uma revista, mil outros encontram seu caminho na publicidade, fotografia artística, retratos de celebridades ou até mesmo como paparazzi para ganhar a vida.

A editora de fotografia da Allure Magazine Clio McNicholl, a agente de fotografia Gloria Cappelletti, e a fotógrafa de moda americana Eva Mueller concordam que se encaixar na indústria pode ser difícil. Mas eles têm algumas dicas para iniciantes sobre a criação de um portfólio, o contato com editores de revistas, a escolha da agência certa e até como ser visto em uma galeria.

 

CONSTRUINDO UM PORTFÓLIO

A ferramenta mais importante de um fotógrafo é seu portfólio, e isso é particularmente importante para iniciantes que não tem uma reputação estabelecida.

“Tendo estado em volta, eu sei como é difícil chegar até a porta”, diz a editora de fotografia Clio McNicholl, que recebe cerca de 50 portfólios não solicitados por mês. A revista Allure da Condè Nast, com uma circulação mensal de quase 900 mil exemplares, é um dos principais alvos para iniciantes que querem fazer com que seu trabalho seja visto. “Se eu não sei quem é a pessoa, peço-lhe para me enviar algum material promocional. Geralmente eu só encontro pessoas que estão vindo com uma recomendação direta de alguém que eu conheço”, diz ela.

Muitos fotógrafos acham que websites oferecem uma maneira barata de mostrar uma quantidade relativamente grande de imagens. Eva Mueller (www.evamueller.com),fotógrafa de moda e beleza nascida em Munique que vive e trabalha em Manhattan à dez anos, aponta que o portólio virtual é também um método de manter baixos os custos com impressão e encadernamento.

Mas apesar das vantagens, a maioria dos profissionais da indústria ainda precisará ver um antiquado livro antes de contratá-lo. Certamente vale a pena usar a internet como um cartão de visitas, mas é preciso ter algo a mostrar-lhes quando você for chamado para uma reunião.

Muitos fotógrafos de moda preferem uma imagem nítida e brilhante em 4 x 5″ para conseguir o melhor efeito na hora de apresentar seu trabalho. Páginas de revista (literalmente, páginas arrancadas de uma revista) são ótimas se você tiver sido publicado, contanto que de boa qualidade, impressões 8 x 10″ também estão OK. Tenha pelo menos 20 em sua pasta, e esteja preparado para deixá-las por pelo menos uma semana.

“Eu gosto de ver uma unidade ao longo de todo o livro”, diz Clio McNicholl, que diz que consegue saber através de três imagens se gosta do estilo de um fotógrafo.” Conte uma história: não necessariamente tenha todas as imagens relacionadas uma com a outra, mas eu gosto de vislumbrar algum tipo de sentido no fim de tudo e perceber que a personalidade do fotógrafo aparece é mostrada através das fotografias.”

As imagens que você escolher para apresentar em seu portfólio devem ser tematicamente ligadas ao trabalho que você está tentando fazer – still life ou fotografia de produtos, se você escolher publicidade, por exemplo. Mas também aposte em uma ou duas imagens diferentes para demonstrar sua versatilidade. Retratos são sempre uma aposta segura, pois eles tendem a ficar na mente do espectador.

Assim que estiver com seu portfólio pronto, o próximo desafio é fazer com que o editor de fotografia escolha você.

 

ESCOLHENDO UM EDITOR DE FOTOGRAFIA

“A maioria das pessoas que entram em contato comigo não fizeram uma pesquisa, o que é o maior erro do mundo.” diz Clio McNicholl. “A única grande coisa que as pessoas deveriam fazer é uma pesquisa. Elas deveriam saber o que a revista faz, e saber como elas podem empregar isso aquilo que fazem. E elas deveriam no mínimo saber o nome do editor de fotografia.”

Ao enviar o trabalho para um editor de fotografia, lembre-se de que você está “apresentando” e não “vendendo” seu trabalho. Editores quase nunca compram uma imagem específica que vêem diante deles, eles estão à procura de um fotógrafo que possa executar trabalhos no futuro. Você precisa ser persistente ao enviar seu trabalho, e cruel em editar o que você escolhe para mostrar.

A melhor maneira de chamar a atenção de um editor é mostrar trabalhos publicados anteriormente. Mas há um lado negativo. “Porque há excesso de oferta de fotógrafos, muitas revistas realmente tiram proveito desse fato”, diz Eva Mueller. “Algumas revistas têm um orçamento decente, mas muitas delas apenas cobrem suas despesas, elas não pagam pelo seu tempo, nem nada. E muitas revistas não pagam absolutamente nada.” McNicholl diz que os ordenados da Allure iniciam em US$ 350 por dia para os fotógrafos desconhecidos, até US$ 130.000 para um top fotógrafo.

A fotografia é um documento tanto quanto um artigo ou um ensaio, e os editores estão à procura de imagens concisas que comuniquem claramente uma idéia ou sentimento. Retratos de celebridades, por exemplo, devem revelar um aspecto do caráter do sujeito, de preferência que esteja em harmonia com o perfil escrito que o acompanha. As revistas femininas de todo o mundo compram centenas de imagens prontas a cada mês – normalmente de mulheres jovens se divertindo com seus namorados, fora com amigos, ou talvez deprimida em casa sozinha com seus brinquedos de pelúcia – que expressam sentimentos comumente tratados nos artigos de fundo. Se o seu trabalho fala claramente, você vai ter muito mais chance com um editor de fotografia do que com imagens vagas ou ambíguas.

Quando submeter seu trabalho, lembre-se:

– Ligue antes para a revista e pegue o nome para o qual a apresentação deve ser endereçada.  – Marque tudo com seu nome e número de telefone. – Envie impressões ou transparências, não originais. – Inclua um envelope selado e auto endereçado caso queira seu trabalho de volta.

Eva Mueller tem uma última advertência sobre como lidar com revistas: “Outra coisa ruim é não ser pago em séculos – de meses e meses e meses. Alguns clientes realmente tiram proveito do fato de existirem tantos fotógrafos por ai: eles te fazem pagar toda a sessão, alteram suas fotografias e não lhe dizem quando irão publicar o editorial. Às vezes, eles são apenas realmente desrespeitosos para com o fotógrafo ”

Existe uma maneira de evitar ter que lidar com editores de fotografia, no entanto, é ter uma agência de fotografia que faça a venda em seu nome.

 

ENCONTRANDO UMA AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA

Agências de fotografia existem para entrar em contato com os clientes e vender o trabalho dos fotógrafos em seus nomes. Eles se beneficiam todos, desde fotógrafos iniciantes, que não tem muitos contatos na indústria, a profissionais experientes, que estão ocupados demais para cuidar eles mesmos dos próprios negócios.

Gloria Cappelletti é agente da Management Artists’ Organization (MSO), em Manhattan, que representa um número de fotógrafos de moda de destaque, incluindo Stevein Klein, Michelangelo di Battista, Stefan Sedanoui e Alexei Hay.

“Primeiro de tudo, é vital ser conhecido, e uma agência está em contato diário com clientes e publicações”, diz ela. “Essa é a melhor maneira de um jovem fotógrafo ter uma ligação com o mercado, porque geralmente o fotógrafo está ocupado fazendo fotografias, e o agente está ocupado conversando com os clientes. E essa é a maneira que deve ser. Geralmente o fotógrafo não tem tempo suficiente para cuidar de tudo.”

As agências também podem voltar a vender seu trabalho em vários mercados diferentes, agindo como um mini-publicitários e dando conselhos sobre a carreira. Há tantas agências – e tantos fotógrafos – que Cappelletti diz que é importante pesquisar qual delas pode ser boa para você antes de fazer uma abordagem.

“O jovem fotógrafo tem que entender o seu alvo, nos termos de seus objetivos pessoais e da direção que o fotógrafo quer tomar”, diz ela. “Todo mundo é diferente.”

Agentes recomendam encarar seu primeiro contato com eles tão a sério como se fosse uma entrevista de emprego. Você também deve considerar se eles já representam alguém cujo estilo é significativamente semelhante ao seu – pode não haver trabalho suficiente para os dois, ou o outro fotógrafo poderia ressentir-se com competição.

As agências de fotografia não são os únicos lugares que podem vender o seu trabalho. Se você está mais interessado em se concentrar mais em sua visão pessoal do que no trabalho comercial, você também pode considerar ser representado por uma galeria de arte.

 

SELECIONANDO UMA GALERIA

Uma vez ridicularizada como curiosidade científica, sem valor artístico, a fotografia é agora uma das áreas em crescimento mais quentes no mercado internacional de arte.

Enquanto as cópias de gelatina de prata são o alimento básico de fotografia de arte, você vai encontrar um interesse saudável, tanto em fotos contemporâneas usando métodos antigos de impressão (como os daguerreótipos de Chuck Close), bem como com métodos de impressão modernos, incluindo Cibachromes e C -prints.

Como qualquer empreendimento artístico, é improvável que a fotografia artística vá lhe pagar um salário digno por muitos anos. Embora muitos artistas vendam seus trabalhos diretamente na Internet, a atenção da crítica e as vendas mais fortes vêm de um relacionamento com uma Galeria. Embora haja agora pelo menos uma galeria de fotografia na maioria das grandes cidades, o centro do mercado de arte fotográfica mundial é Nova York. Manhattan possui cerca de 100 galerias que tratam de impressões fotográficas, e os preços tendem a ser maiores. Uma lista detalhada de Nova York e das galerias internacionais está disponível nos sites do guia bimestral Photograph, bem como da Association of International Photography Art Dealers.

Antes de abordar qualquer galeria com seu trabalho, você deve telefonar e solicitar detalhes de sua política de submissões. Muitas galerias recebem novos trabalhos apenas a determinadas épocas do ano, e até mesmo para chegar à porta de alguns lugares você vai precisar da recomendação de alguém conhecido dos diretores da galeria. (Às vezes ajuda a soltar o nome de um conhecido crítico ou diretor de museu, mesmo que sua conexão com eles seja tênue.)

Se uma galeria está interessada em lhe representar como artista, eles provavelmente irão querer uma amostra representativa de seu trabalho. Mesmo se você tiver uma ou duas imagens incríveis em seu portfólio, a galeria vai querer saber se você tem um corpo maduro de trabalho com um padrão consistente. Lembre-se que muitos artistas se juntam a uma galeria simplesmente por ter seu trabalho mantido num inventário, onde será mostrado para colecionadores específicos, em vez de ter uma exposição pública. A nem todo mundo é oferecido uma exposição individual.

A coisa mais importante para se lembrar sobre como trabalhar com uma galeria é em manter uma relação de negócios adequada. Cada impressão que você fornece para uma galeria deve ser inventariada por você – e não por eles – e você deve entender quando e como você pode esperar o pagamento no caso de uma venda. O padrão da indústria é que o artista recebe 50% do preço de varejo de uma fotografia.

Você também deve discutir se é livre para ter relações com outras galerias, ou se a sua galeria espera exclusividade. Se você é representado por uma galeria de Nova York, por exemplo, mas, em seguida, organiza uma exposição em Los Angeles, por vezes, a galeria de Nova York vai esperar um corte (normalmente 10%). No entanto, em troca disto, espera-se que esta lide com os detalhes, como papelada e transporte. Cada relação entre artista e galeria é única, e você deve obter, tanto quanto possível, por escrito, no início.

 

ENTENDENDO O NEGÓCIO

Infelizmente, não é o suficiente para um designer ser criativo, você também tem de ter algum sentido para os negócios. Como a moda fica mais e mais corporativa, é importante estar ciente do clima de negócios e entender a mecânica por trás dele. Lendo religiosamente jornais comerciais como “Women’s Wear Daily” você terá um monte de informações valiosas. Se você deseja ter a sua própria empresa, você precisa ser extremamente organizado e aprender pelo menos o básico sobre economia. Muitas escolas de moda estão atualmente aumentando a carga horária de aulas sobre negócios em seus currículos. “Nossos alunos tem que ser inteligentes o suficiente para saber como negociar um contrato, ou para escolher um parceiro de negócios”, diz Carol Mongo. Isto quer dizer, talvez, que muitos dos designers realmente bem sucedidos hoje, como Calvin Klein ou Tom Ford, estão envolvidos em todos os aspectos do negócio – de estratégias de licenciamento para as campanhas publicitárias ao desenho do vestuário.

 

Publicado originalmente por Ben Widdicombe, via FASHIONET

 

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Burroughs, Lynch and Warhol

Três mostras simultâneas na London’s Photographers’ Gallery (eu também gostaria estar lá) exploram as imagens de três artistas famosos em outras mídias. Do diretor multimídia David Lynch, à Andy Warhol e (o escritor) William Burroughs.

William Seward Burroughs II, nascido em 1914 no Missouri, USA, foi um escritor contemporâneo à [Charles] Bukowski e, junto com este, deu a base e abriu caminhos à Beat Generation que estava por vir no fim dos anos 50. Seu magnum opus foi o romance “Junkie”, cujo enredo retratava o submundo das drogas e da homossexualidade, a partir de suas próprias experiências, não deixando de ser também uma cruel crítica social à ordem vigente na américa do pós guerra, como toda a contracultura da época. O livro, porém, sofreu com a censura em diversos países até não muito pouco tempo atrás. Além de escritor, Burroughs também se envolveu com a música, tendo participado de álbuns de diversos artistas, e pintura.

William S. Burroughs, Jack Kerouac, Tangier, 1957

Jack Kerouac, Tangier, 1957

Unknown Photographer, Burroughs in the Villa Mouniria Garden, Tangier

Burroughs in the Villa Mouniria Garden, Tangier

William S. Burroughs, Midtown Manhattan, 1965

Midtown Manhattan, 1965

William S. Burroughs, Untitled, c1972

Untitled, c1972

William S. Burroughs, Untitled, 1975

Untitled, 1975

Ian Sommerville, Infinity, Paris (Beat Hotel), 1962

Untitled, 1975

Uma vez perguntei a uma mulher se ela conhecia Andy Warhol, ela me respondeu que não. Se não fosse por [Marcel] Duchamp, penso eu, e Andy Warhol, as artes plásticas não seriam nada do que são hoje. La Fontaine de Duchamp deu o primeiro pontapé rumo a uma arte voltada ao cotidiano industrial e suas implicações, que começavam a se tornar a cara da sociedade moderna. Mas foram Andy Warhol e a arte pop, da qual ele foi o máximo expoente, os responsáveis por elevar o artista ao patamar de celebridade, e expor a arte a sua reprodutibilidade.

Warhol foi pintor, ilustrador, cineasta, fotógrafo e agitador cultural. Conhecido principalmente por suas serigrafias, filmou um sem número de curtas, médias e longas metragens experimentais de temas banais, como um plano seqüência mudo em preto e branco do edifício Empire State Building, de mais de oito horas, filmado continuamente e em câmera lenta. Seu estúdio, “The Factory”, foi responsável por alçar nomes como [a banda] The Velvet Underground, [o fotógrafo] David LaChapelle e [o pintor] Jean-Michel Basquiat.

Quanto às suas fotografias, além das apresentadas aqui, de cunho mais experimental, Warhol possuía um enorme acervo de polaroids com temas cotidianos, encontros, festas e auto-retratos.

Andy Warhol, Buildings,  1976-1987

Buildings, 1976-1987

Andy Warhol, Gay Pride, 1976-1987

Gay Pride, 1976-1987

Andy Warhol, Jerry Hall, 1976-1987

Jerry Hall, 1976-1987

Andy Warhol, People in the Street, 1976-1987

People in the Street, 1976-1987

Andy Warhol, People in the Street, 1976-1987

People in the Street, 1976-1987

Andy Warhol, Young Man holding a Glass, 1976-1986

Young Man Holding a Glass, 1976-1986

Eu imagino se existe algum campo que David Lynch ainda não tenha explorado. Além de cineasta e diretor de televisão, produtor, escritor e artista visual, (me corrijam se faltar alguma ocupação) ocasionalmente atua e tem sua própria casa noturna exclusiva em Londres. Quanto a nós, ficaremos felizes se conseguirmos fazer metade disso na vida. Mais conhecido por seus filmes de ambientação experimental como Blue Velvet e Eraserhead, Lynch foi antes um pintor, tendo produzido inúmeros trabalhos, compôs oito álbuns de música eletrônica (que contam com videoclipes não menos estranhos) além de estar envolvido em diversos projetos, muitos deles ligados a seus filmes. Como designer, fez móveis, assim como também concebeu o desenho de sua casa noturna “Silencio”, inaugurada em 2011.

Tudo que David Lynch concebe, contém sua estética própria, sombria e confusa. Assim não poderiam deixar de ser suas fotografias.

David Lynch, Untitled (England), late 1980s early 1990s

Untitled (England), late 1980s/early 1990s

David Lynch, Untitled (England), late 1980s early 1990s

Untitled (England), late 1980s/early 1990s

David Lynch, Untitled (Lodz), 2000

Untitled (Łódź), 2000

David Lynch, Untitled (Lodz), 2000

Untitled (Łódź), 2000

David Lynch, Untitled (Lodz), 2000

Untitled (Łódź), 2000

 

[via The Guardian]

Inscrições abertas para o prêmio FCW de arte 2013

“Brasil:Um  País Emergente” é o tema  da 12.ª edição do Prêmio FCW de Arte (Fotografia), promovido pela Fundação Conrado Wessel (FCW), que está com inscrições abertas até o  próximo dia 12 de março de 2014. Os profissionais interessados em participar  poderão se inscrever com apenas um ensaio fotográfico, desenvolvido no  Brasil e composto  por um mínimo de dez imagens.

Os  profissionais interessados poderão concorrer com trabalhos comprovadamente  produzidos entre 1º de janeiro de 2012 e 15 de dezembro de 2013. A ficha de  inscrição e o regulamento completo estão disponíveis no site da Fundação Conrado  Wessel (www.fcw.org.br).

Uma  comissão julgadora constituída por alguns dos maiores especialistas em  fotografia no Brasil selecionará os 15 melhores trabalhos, que integrarão um  livro comemorativo da premiação. Desses finalistas, serão escolhidos os três  vencedores, que receberão prêmios nos valores de R$ 114,3 mil (1.º colocado) e  R$ 42,8 mil (2.º e 3.º colocados).

O resultado  final da premiação será divulgado no dia 31 de março de 2014 e a cerimônia de  premiação ocorrerá em 09 de junho de 2014, na Sala São Paulo, juntamente com a  entrega do Prêmio FCW de Ciência, Cultura e  Medicina.

Grandes  nomes da Fotografia

A  última edição do Prêmio FCW de Arte contou com a participação de 468  fotógrafos, o que correspondeu a um total de aproximadamente 7.000 fotografias,  uma vez que os ensaios continham de entre 10 e 20 imagens. Além do Distrito  Federal, integraram a lista participantes de 23 estados brasileiros: Amapá,  Roraima, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,  Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte,  Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas, Pará, Mato Grosso,  Maranhão e São Paulo.

Ao longo de  sua história de 10 anos, o Prêmio FCW de Arte já contemplou alguns dos maiores  nomes da fotografia nacional. Os vencedores das edições anteriores foram: Pedro  David, Mauro Restiffe, Bob Wolfenson, Gustavo Lacerda, Lúcio Adeodato, Cássio  Barcelos, Alexandre Salgado, André François, Andréas Heiniger, Felipe  Hellmeister, Francilins Castilho Leal, Gui Mohallem, João Castilho Leal, José  Luiz Pederneiras Barbosa, Júlio Bittencourt, Kenji Arimura, Lalo de Almeida,  Leonardo Vilela, Márcia Ramalho, Maurício Nahas, Paulo Veiner, Ricardo Cunha,  Ricardo de Vicq, Tadeu Vilani e Tiago Santana.

Sobre  a FCW

A Fundação  Conrado Wessel (FCW) foi criada em 1994, após o falecimento do fotógrafo Ubaldo  Augusto Conrado Wessel, que explicitou em testamento seu desejo de criar uma  fundação voltada para a filantropia, o fomento e apoio às atividades culturais,  artísticas e científicas no Brasil. A Fundação distribui, anualmente, desde  2003, mais de R$ 1,2 milhão em prêmios nas categorias FCW de Arte, Ciência,  Cultura e Medicina.

A FCW  também distribui anualmente oito cotas de doações. Três dessas cotas são  direcionadas para o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo  e uma cota vai para cada uma das seguintes entidades: Exército da Salvação,  Aldeias Infantis SOS Brasil, Fundação Antonio Prudente (Hospital A.C. Camargo) e  Associação Escolar Benjamim Constant. Por último, uma cota é distribuída para o  conjunto de 27 entidades escolhidas com o Ministério Público, na forma de uma  volumosa cesta natalina entregue a 2.700 famílias. O total dessas cotas anuais  equivale ao montante atribuído aos Prêmios FCW.

INFORMAÇÕES:              

WN&P COMUNICAÇÃO LTDA.

  Tel. (11) 5095-2660

  Jornalistas:             Daniel  Padilla (daniel.padilla@wnp.com.br)

                                     Itacir Figueiredo (itacir.figueiredo@wnp.com.br)

My Selfie, Myself

Por Jenna Wortham

Vivian Maier/Maloof Collection - From Vivian Maier: Self-Portraits (PowerHouse Books, 2013)

Vivian Maier/Maloof Collection – From Vivian Maier: Self-Portraits (PowerHouse Books, 2013)

RECENTEMENTE, me deparei com um grande achado em uma loja de antiguidades de Vermont: uma fotografia em preto-e-branco de um piloto do sexo feminino no topo de uma montanha, seus óculos de aviador acima da testa, revelando um rosto satisfeito, queimado pelo vento, apenas as asas de seu avião visíveis atrás dela. Mas a melhor parte da descoberta foi a lenta percepção de que ela mesma estava segurando a câmera. Foi, por falta de uma palavra melhor, um “selfie”.

Isso me lembrou de outro auto-retrato do tipo, que eu estive acompanhando online, do misterioso Benny Winfield Jr.

Eu não conheço o Sr. Winfield pessoalmente, mas vi o rosto dele quase todos os dias durante os últimos meses, em dezenas de fotografias que ele compartilha no Instagram. Ele chama a si próprio de “líder do movimento selfie” e cada imagem é hipnoticamente a mesma – seu rosto sorridente preenche o quadro, e é geralmente acompanhado por um pequeno texto inspirador.

Os auto-retratos são mundos – e décadas – à parte. Mas eles são estimulados pelo prazer atemporal de nossa habilidade em documentar nossa própria vida e deixar para trás um rastro a ser descoberto.

“Há uma necessidade humana primordial de estar fora de nós mesmos e olhar para nós mesmos”, disse Clive Thompson, escritor e autor do livro “Smarter Than You Think: How Technology Is Changing Our Minds for the Better.”

“Selfie” tornou-se o termo genérico para auto-retratos digitais desencadeados pela explosão de celulares com câmera e serviços de edição e compartilhamento de fotos. Todo grande site de mídia social está transbordando com milhões deles. Todos, desde o papa às filhas do presidente Obama foram flagrados em um. No final de agosto, o dicionário Online Oxford acrescentou o termo ao seu léxico. Uma das propagandas do novo Grand Theft Auto V apresenta uma mulher de biquíni tirando uma foto de si mesma com um iPhone. Em um recente episódio da série “Homeland” do canal Showtime, um dos personagens principais envia um selfie de topless para o namorado. O Snapchat, um serviço de mensagens baseado em fotos, está processando 350 milhões de fotos por dia, enquanto um recente projeto no Kickstarter levantou 90 mil dólares para desenvolver e vender um pequeno obturador Bluetooth para smartphones e tablets para ajudar as pessoas a tirar fotografias de si mesmas mais facilmente.

É a preocupação perfeita para o nosso tempo saturado de Internet, uma plataforma pronta para gravar e postar nossas vidas aonde outros possam vê-las e experimentá-las conosco. E de certa forma, sinaliza uma nova fronteira na evolução das mídias sociais.

“As pessoas estão discutindo a forma como elas aparecem para o resto do mundo”, disse Thompson. “Tirar uma fotografia é uma forma de tentar entender como as outras pessoas vêem você, quem e como você é, e não há nada de errado com isso.”

Às vezes se assemelha tão somente a uma maneira mais performativa de lapidar imagens públicas de quem somos, ou quem gostaríamos de ser. Selfies muitas vezes se afastam para o território do escândalo ou da vergonha – pense em Miley Cyrus ou Geraldo Rivera – e em seu modo mais vulgar, sugere todos os tipos de questões sobre vaidade, narcisismo e a nossa obsessão com a beleza e imagem corporal.

Mas é uma concepção demasiado simplista para interpretar o fenômeno selfie. Estamos rapidamente nos acostumando – e talvez até mesmo começando a preferir – conversas on-line e interações que giram em torno de imagens e fotos. Elas são muitas vezes mais eficazes em transmitir um sentimento ou reação que um texto. Além disso, nos tornamos mais confortáveis ​​vendo nossos rostos na tela, graças a serviços como Snapchat, Skype, Google Hangout e FaceTime, e a sensação emocionante de conexão que vem mesmo com a mais breve conversa em vídeo. Receber uma foto do rosto da pessoa com quem se está falando traz de volta o elemento humano da interação, que é facilmente perdido se ela é principalmente baseada em texto.

“A idéia do selfie é muito mais sobre como o seu rosto é a legenda e você está tentando explicar um momento ou contar uma história”, disse Frédéric della Faille, o fundador e designer do FrontBack, um aplicativo popular de compartilhamento de fotos que permite aos usuários tirar fotos usando tanto a câmera frontal quanto a traseira. “É muito mais sobre um momento e uma história do que sobre uma fotografia.” E na maioria das vezes, ele acrescentou: “Não se trata de ser bonito.”

Em outras palavras, é sobre mostrar aos seus amigos e família sua alegria por estar tendo um bom dia ou iniciar um diálogo ou linha de comunicação usando uma imagem da mesma forma como você pode simplesmente dizer “oi” ou “como vai?”.

E selfies sugerem veementemente que o mundo que observamos através das mídias sociais é mais interessante quando as pessoas inserem a si próprias nele. Um fato que muitos serviços de mídia social como o Vine, uma ferramenta de compartilhamento de vídeos do Twitter, notaram. Dom Hofmann, um dos fundadores do Vine, disse que a primeira versão do aplicativo não deixava que as pessoas gravassem vídeos usando a câmera frontal, em parte por causa de limitações técnicas. Seu co-fundador, Rus Yusupov, era a favor de adicionar o recurso ao serviço, mas Hofmann teve a preocupação de que isto pudesse comprometer a qualidade do conteúdo que as pessoas estavam compartilhando através do serviço.

“Rus sentiu que abriria muitas possibilidades criativas”, disse Hofmann. “Mas eu pensei que seria muita vaidade. Não vejo muito valor nisso.”

Mas, depois de alguma discussão, e repetidas solicitações de usuários, a empresa decidiu lançar o suporte à câmera frontal como uma atualização. Descobriu-se que seu parceiro estava certo. “Os usuários adoraram”, disse Hofmann.

“Realmente não foi sobre vaidade, afinal”, ele disse. “Não é realmente sobre como você se parece. É sobre você fazendo qualquer outra coisa, ou sobre você em outros lugares. É um modo mais pessoal de compartilhar uma experiência.”

O ciclo de feedback que os selfies podem inspirar não faz mal, tampouco. Como uma usuária precoce do Instagram, eu raramente apontava a câmera para mim. Eu preferia compartilhar fotos do pôr do sol, bailes loucos e gatos de bodega do que mostrar um novo corte de cabelo ou roupa. Mas, ao longo do último ano mais ou menos, eu vi que todos os meus colegas começaram a voltar lentamente suas câmeras para dentro de si mesmos. E isto fez meu feed mais interessante e divertido. E eu prefiro ver os rostos dos meus amigos enquanto preparam a comida do que uma foto em close das suas refeições prontas. Nas raras ocasiões em que me sinto ousada o suficiente para postar um retrato frontal, eu vejo picos de comentários e feedbacks, do tipo que raramente imagens de um parque ou de um concerto conseguem atrair.

Na verdade, eu tenho notado que este selfie ocasional parece encorajar alguns amigos que não vejo à algum tempo a entrar em contato via e-mail ou mensagem de texto sugerindo que nos encontremos para uma bebida, como se ver meu rosto na tela os lembrasse que já faz algum tempo desde que o viram na vida real.

Dra. Pamela Rutledge, diretora do Media Psychology Research Center, uma organização sem fins lucrativos, diz que é como o cérebro humano funciona.

“Somos severamente estimulados a responder a rostos”, disse ela. “É inconsciente. Nossos cérebros processam o visual mais rápido, e estamos mais envolvidos quando vemos rostos. Se você está olhando para uma página inteira de fotos, o que você vai notar são os closes e selfies.”

Quanto à afirmação batida de que selfies promovem a vaidade e alguma forma de julgamento, “Há algumas pessoas que criam uma certa quantidade de risco se expondo demais”, disse Rutledge. “Mas isso não é sobre o selfie. Isso é sobre alguém que não está fazendo boas escolhas.”

Ao invés de descartar esta tendência como um efeito colateral da cultura digital ou como uma forma triste de exibicionismo, talvez seja melhor ver o selfie pelo que ele tem de melhor – uma espécie de diário visual, uma forma de assinalar a nossa curta existência e assegurar aos outros uma prova de que estávamos aqui. O resto, é claro, está aberto à interpretação.

Publicado originalmente por Jenna Wortham [via NYT]

 

[Traduzo e compartilho únicamente artigos públicos, citando os devidos créditos e fontes. Se alguém se sentir lesado por ter seu texto traduzido e publicado, favor entrar em contato comigo através do email na guia TEM COLABORADORES e o mesmo será retirado do ar.
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Manual básico de fotografia na Europa

A Europa é um continente muito fotogênico por sua arquitetura, geografia e população. Os amantes da fotografia que podem fazer um mochilão pelo velho continente precisam deixar a rota planejada e, dessa forma, conhecer lugares incríveis que não estão entre os locais mais famosos.

aconselho procurar informações sobre documentos para entrada nos países antes do planejamento. Participantes da Comunidade Europeia, por exemplo, não exigem visto de turistas brasileiros para permanência de até três meses, mas é necessária a apresentação de passagens de ida e volta, reserva de hotel e seguro de viagem para Europa com cobertura de até 30 mil euros, como explica o link. Com a entrada na Comunidade Europeia, a transição entre os 30 países é livre, podendo conhecer muitos lugares.

A primeira é Barcelona, na Espanha, que é incrível arquitetonicamente, com construções que garantem belas fotos. Esqueça das linhas turísticas, pegue seu mapa e saia pelas ruas para aproveitar o que ela tem de melhor à oferecer.

Bairro Gotico - Espanha - Jaume CP BCN_temnafotografia
Crédito: Jaume CP BCN

O Barri Gotic (Bairro Gótico) é um desses locais! Você perderá horas fotografando a arquitetura antiga, distribuídas como em labirintos. Os ângulos são incríveis para fotografar! Isso tudo somado a uma iluminação amarelada pela cor de suas paredes e pouca entrada de luz nas pequenas ruas do bairro. Ele é perfeito para quem gosta de fotografia urbana por reunir diferentes estilos de pessoas mescladas às construções. Na verdade, Barcelona toda tem esse toque maravilhoso.

O contraste da arquitetura local é indescritível. Entre o Montjuic e o mar, prédios góticos, barrocos e modernistas se misturam à obras modernas. A vista do Montjuic, limite de Barcelona, tem um panorama maravilhoso, sendo muito procurado por amantes de fotos de cidades ou nascer e pôr-do-sol.

Casa Barillo - Espanha - Graham Read_temnafotografia
Crédito: Graham Read

As famosas obras de Gaudí merecem uma atenção especial. As Sagrada Família, Casa Milá, La Pedrera e Casa Batlló possuem uma visão nova a ser explorada.

Outra cidade considerada um paraíso para os fotógrafos é a também labiríntica Veneza, na Itália. Com seus canais e belas construções, ela impressiona pela geografia.

O Rialto Bridge é um dos lugares mais fotogênicos e famosos de Veneza porque, além de lindo, é um dos favoritos para fotografar o Grand Canal. A ilha de San Giorgio Maggiore também atrai muitas lentes, por ser um dos principais resquícios do império romano em Veneza. Ela é um antigo mosteiro que já teve diversas funções ao longo de sua história e, hoje, abriga uma das bibliotecas mais conhecidas do mundo.

Rialto Bridge - Itália - Raging Wire_temnafotografia
Crédito: Raging Wire

Muitos outros lindos locais, como os famosos St. Marks Square e Grand Canal, estão nas ruas da cidade. Um passeio descompromissado é o segredo para encontrá-los. Você irá se surpreender com as belas paisagens! Não à toa, Veneza é muito indicada para fotógrafos.

St Marks - Itália - Sue L C_temnafotografia

Crédito: Sue L C

Assim como as duas cidades, Londres guarda muitas lembranças do Império Romano. O famoso bairro London City, centro econômico da capital britânica, destaca-se por seus prédios modernos, que contrastam harmoniosamente com a Tower Bridge. Por ser bem movimentado, o bairro é muito procurado por praticantes de street photo, que, também, pode ser feita em rotas alternativas.

Londo City - Inglaterra - Florian Siebeck_temnafotografia
Crédito: Florian Siebeck
Camedon - Londres - Black Sheep Ink_temnafotografia
Crédito: Black Sheep Ink

 

Enviado por Rafael Canoba

email: rafael.canoba22@gmail.com

O Instagram está acabando com a fotografia

 

O Instagram/ ​​Hipstamatic/ Snapseed são a antítese da criatividade, e fazem com que todas as imagens tenham a mesma aparência.

por Kate Bevan 
instagram TNF

Pode parecer estranho começar uma crítica dizendo o quanto amo alguma coisa, mas eu amo a fotografia e particularmente amo a forma como as redes sociais significam que eu posso compartilhar as minhas imagens e posso acompanhar meus amigos através das imagens que eles compartilham.

Mas eu definitivamente não gosto do Instagram, o aplicativo que milhões de pessoas parecem preferir. De fato, o Facebook ama tanto o Instagram que está oferecendo US$ 1 bilhão (£ 637m ) para comprá-lo (assumindo que o Office of Fair Trading do Reino Unido não bloqueará a transação, é claro).

Todos os dias os meus feeds de notícias do Twitter e do Facebook estão cheios de imagens do Instagram, todos ostentando os bonitinhos filtros imitando Polaroids e bordas brancas irregulares adicionadas pelo APP para iPhone ou Android.

Ou, mais recentemente, o tilt-shift, que faz tudo na imagem parecer com uma cidade de brinquedo.

Não é só sobre o Instagram – outros softwares produzem os mesmos efeitos: Hipstamatic, Snapseed e, claro, os profissionais: Gimp, Photoshop e Lightroom.

Para mim, esses filtros estragam as fotos: eles atrapalham a imagem e distorcem a história que ela tenta contar. É chocante ver uma fotografia tirada alguns segundos atrás, no verão de 2012, que se parece com uma imagem da minha infância (sou da geração de 60).

E eles são um retrocesso. A tecnologia digital é incrível: você pode tirar fotografias surpreendentemente boas com o seu telefone nos dias de hoje. As lentes não são ruins, os sensores são OK também, e ainda assim nós parecemos querer voltar aos dias em que usávamos primitivas câmeras de 2 megapixels ou digitalizávamos antigas fotos de família.

A fotografia é um meio criativo. Recentemente passei uma manhã fascinante em um debate organizado pela Adobe questionando se o digital é somente tecnologia e nenhum talento. A resposta é não, é claro: há uma quantidade enorme de criatividade estimulada pelo software.

Atualmente não é apenas sobre as habilidades técnicas de controle de exposição e as habilidades artísticas que envolvem a composição, nem sobre as horas gastas no quarto escuro para produzir ampliações. Você pode criar imagens extraordinárias usando um software, e eu adoro as possibilidades que os softwares trazem para as imagens.

Eu sou uma fotógrafa amadora experiente, que tem idade suficiente para ter aprendido a arte da fotografia em uma antiga Pentax KX (que ainda tenho). Passei horas na quarto escuro aprendendo a revelar um filme preto e branco e criar ampliações em preto e branco.

Fiz cedo a transição, comprando minha primeira câmera digital em 1999, e não olhei para trás. Hoje uso uma Nikon D80 com uma lente 12-24mm e processo minhas imagens no Lightroom, muitas vezes trabalhando muito com as cores, contraste, exposição, saturação e outros parâmetros para obter o efeito que tenho em mente.

Mas para mim, o Instagram/ ​​Hipstamatic/ Snapseed etc. são a antítese da criatividade. Eles fazem todas as imagens terem a mesma aparência. Não necessitam de elaboração ou impulso criativo: um clique e está feito.

Há uma discussão interessante que sugere que o objetivo é fazer com que as nossas fotografias se destaquem entre os zilhões de imagens que são publicadas todos os dias: estamos lutando por autenticidade em uma época em que a grande quantidade de imagens, por definição, desvaloriza nossa fotografia?

Minha família tem uma série de álbuns de fotos de nossos antepassados, todos legendados e datados, que remonta ao século 19. A coisa surpreendente sobre fotografias antigas é a sua raridade: temos uma imagem da mãe da minha avó, que nasceu em 1840, e nós a valorizamos porque é insubistituível.

No entanto, as fotografias das minhas sobrinhas, suas tataranetas, são numerosas demais para contar. Quando você se depara com um volume muito grande de imagens, é tentador querer destacá-las da multidão e adicionar um filtro em apenas um clique aparentemente tem este efeito.

Além disso, adicionando uma falsa aparência de idade nestas fotos, na verdade também adicionamos uma história, uma longevidade à imagem que ela intrinsecamente não possui.

Mas, mesmo nesta era digital, cada imagem é especial, é preciosa, tem um significado, conta uma história . Cada imagem captura um momento no tempo – um casamento, um filho, um amigo fazendo uma cara bobo, o gato caçando um rato. Eu nunca vou parar de tirar fotografias, e nunca vou parar de compartilhá-las, e espero que você nunca pare de fazer isso também, todos vocês.

Para mim, o segredo de uma boa fotografia está na edição. Digital significa que podemos tirar centenas de fotos e escolher a melhor para compartilhar. Isto significa que podemos brincar com elas: podemos cortar a placa de trânsito à esquerda, podemos remover o ex-namorado da foto da festa, podemos melhorar e manipular cores, contraste, exposição para fazer uma melhor imagem ou transformá-la em algo além da captura cotidiana de um momento. Fotografias contam histórias; a pós-produção acrescenta a estas histórias.

Mas, como cada momento é diferente, assim também eu acho que são imagens destes momentos. Colocar um simples filtro faz com que todas possuam a mesma aparência, atrapalha e estraga a fotografia. Eu acho que é uma vergonha.

publicado por Kate Bevan in The Guardian, Julho, 19 2012
 
 
[Encontrar artigos de pessoas que pensam a fotografia é uma coisa rara. Em português então… É por isso que a partir de hoje e, de tempos em tempos, traduzirei artigos que me pareçam interessantes e os compartilharei com vocês aqui no blog. A ideia é explorar a visão de outras culturas sobre a fotografia hoje e suas implicações e prover acesso a ela para todos que não dominam o inglês ou o espanhol. Só não posso prometer artigos em mandarim ou russo, infelizmente.
Traduzo e compartilho únicamente artigos públicos, citando os devidos créditos e fontes. Se alguém se sentir lesado por ter seu texto traduzido e publicado, favor entrar em contato comigo através do email na guia TEM COLABORADORES e o mesmo será retirado do ar.
I just translate and share articles solely public, citing proper credit and sources. If someone feels wronged by having your text translated and published, please contact me via email on tab TEM COLABORADORES in the top of the blog and it will be removed.GC]

Fazendo muito com muito – É a dica do Matheus Loreto

Mateus Loreto apresenta como fazer muito com muito no Photoshop Conference 2013

Enxergar o projeto como um todo e, assim, economizar tempo e custo no trabalho. Esse é o foco da palestra “Fazendo muito com muito. A engenharia de imagens voltada a grandes objetos”, que será ministrada pelo instrutor Mateus Loreto durante o Photoshop Conference 2013.
Para o instrutor Mateus Loreto, “Fotografar para o Photoshop é um desafio e o anteprojeto é muito importante. Ter em mente os passos e os recursos disponíveis na hora da captura, nos ajuda a evitar etapas desnecessárias na pós-produção”. É preciso então ver o projeto como um todo, como a avaliação do espaço físico, as ferramentas disponíveis, entender o que o cliente espera, desde a iluminação até a saída do material, seja na gráfica ou na internet.
O conteúdo apresentado durante a palestra irá ajudar os congressistas a desenvolverem o pensamento fotográfico visando o tratamento final da imagem, otimizando tempo e custo do projeto, inclusive de fotógrafo e estúdio.
O gaúcho Mateus Loreto atua há oito anos com Engenharia de Imagens. Atualmente, é diretor de arte da Soul Branding Comunicação. Em 2009, foi o vencedor do Adrenalina Pura. Já participou e foi premiado em concursos na área de publicidade no Brasil e na Argentina.
Mateus Loreto espera repetir a proveitosa experiência de 2011, quando apresentou a palestra “Fazendo muito com pouco”. Ele relata: “Espero levar dicas importantes tanto na pré-produção, produção e na pós-produção e também trocar informações com a plateia”.
Para o instrutor, “o Photoshop Conference é importante não só na qualificação dos profissionais que estão envolvidos diretamente na edição de imagens, como no mercado profissional como um todo, como fotógrafos, fornecedores e também clientes. Visualizar todo o processo valoriza o trabalho e potencializa os bons profissionais”.
O Photoshop Conference 2013 acontece entre os dias 6 e 8 de maio no Centro de Convenções Rebouças, na cidade de São Paulo. Confira a programação completa e se inscreva agora para o maior curso de Photoshop da América Latina. O Photoshop Conference é 10!
Autoria do Artigo
Press Communications
Tiago Keese

Já pensou em ter um certificado Adobe? Photoshop Conference com Fabiana Go

Mais uma grande nota que o Tem Na Fotografia recebeu essa semana.

 Photoshop Conference apresenta rota para valorização profissional com palestra sobre Adobe Certified Expert com Fabiana Go

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No mercado atual de manipulação de imagens, a profissionalização é fundamental. Participar de cursos como o Photoshop Conference é um grande passo nesse sentido. E, dentro do evento, uma das palestras vai abordar o programa de Certificação Adobe.

Com o tema “Adobe Certified Expert: a rota para a valorização profissional”, Fabiana Go irá apresentar diversos aspectos desse importante tema. Será apresentado um panorama do programa de Certificação Adobe: as certificações, tipos, softwares de níveis de certificações disponíveis, além das vantagens de se obter uma certificação.

Com base no guia oficial para preparação para Certificação fornecido pela Adobe, Fabiana abordará tópicos que caem nas provas, como e quais são os caminhos para a preparação, como materiais para estudo, cursos e simulados. A parte operacional da prova também será apresentada: como se inscrever na empresa certificadora, localizar o test center e agendar a prova.

De acordo com Fabiana Go, “é muito importante para o profissional obter diferenciação no mercado. Para isso, os profissionais investem em formação universitária e cursos de aperfeiçoamento para usar as ferramentas criativas. Quando o profissional adquire habilidade e experiência no uso de softwares Adobe, se dedica a usar ao máximo as ferramentas disponíveis e investe em atualização ele passa a ser mais produtivo e tem mais valor no mercado”.

Ela complementa: “A questão que apresento é: como mostrar ao mercado o quanto você é diferenciado? A resposta está na Certificação como Expert, no qual o fabricante dos softwares através de uma prova realizada por uma entidade reconhecida mundialmente como test center afere ao profissional um título que diz ao mercado que aquele profissional está preparado para expressar suas ideias utilizando os softwares mais sofisticados e líderes de mercado. O que pretendo ao final da palestra é mostrar que com determinação e disciplina o profissional pode se tornar um expert, agregar valor ao currículo e aprender ainda mais no processo de estudo”.

Fabiana Go participa desde o primeiro Photoshop Conference: “É uma edição muito especial! Estar como palestrante é uma grande honra, a décima edição será histórica e espero encontrar muitos clientes e amigos por lá”. A palestrante relata a importância de um curso como o Photoshop Conference para o mercado: “Além da oportunidade de participar de um evento muito bem organizado – e pontual – aprender com os maiores nomes brasileiros em tecnologia e boas práticas no mundo do Design, acompanhando a evolução do evento hoje vejo o Photoshop Conference como ponto de encontro entre Designers brasileiros: viajo o Brasil inteiro e durante todo o ano me despeço “a gente se vê no Photoshop Conference?”. É um evento essencial: aprender, atualizar-se, ver e ser visto pelo mercado”.

Consultora da Adobe Systems Brasil, Fabiana Go é certificada pela Adobe como Expert e Instructor em Illustrator, Photoshop, Indesign e Acrobat (Design Master). Ministra treinamentos e palestras incompany, em Centros de treinamentos e em eventos por todo o Brasil.

Autoria do Artigo

Press Communications
Tiago Keese
tiago@dtp.com.br