Danilo Russo, fundador do Newborn Photo Conference em entrevista

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Fundador do Newborn Photo Conferece em entrevista inédita, Danilo Russo conta tudo sobre o evento e nós, resumimos tudo para você ficar por dentro de tudo.  Você que tem interesse em participar desse grande evento, o maior evento sobre o tema, nem imagina tudo o que rola no backstage do evento; bem como sua história, como foram escolhidos os palestrantes, filosofia, organização, os cuidados com bebês e crianças por trás dos palcos, correrias, fora as emoções, as amizades, companheirismo, etc.

O fundador do Newborn Photo Conference, Danilo Russo explicou como funcionou todo o processo. A começar pela história, que inicialmente começou com os interesses do pessoal do IIF pelo tema seguido do primeiro curso de Recém-Nascido (com a fotógrafa Danielle Hamilton – já começaram bem), com o sucesso do curso, acabou virando uma comunidade e com o grande interesse e busca pela temática foi criado o congresso na intenção de reunir em forma de palestras um compilado dos melhores profissionais de Newborn. A partir daí, a grande e primeira chave para o sucesso foi escolher de forma criteriosa os palestrantes. Desde o primeiro (esse ano é o 6º) o pessoal por trás das câmeras procuram escolher sempre os fotógrafos que além de serem os melhores, dominam as técnicas e sabem expressá-las. Além dos palestrantes, o evento conta com toda uma equipe para fazer o show acontecer, pessoas que fazem tudo para tudo acontecer antes, durante e depois do congresso.

Na entrevista, Danilo Russo também explica da importância de trazer fotógrafos internacionais para o congresso. É que aqui no Brasil, o Newborn Photo Conference existe há 6 anos (pioneiro), mas lá fora como Estados Unidos, Austrália, a temática é conhecida há pelo menos 15 anos. Então eles são mais experientes nesse sentido. Além de fotógrafos lá fora que são referência em fotografia Newborn para o mundo inteiro. E pensando nesse intercâmbio de informações aqui e lá que surge agora o Newborn Photo Conference Europe. Na intenção de intercambiar conhecimento, experiências, histórias, amizades e ampliar os horizontes do congresso (tudo isso com palestrantes brasileiros, italianos, americanos e ingleses).

O fundador do Newborn Photo Conference também conta das escolhas dos temas nas palestras, para que o congressista saia bem preparado para o mercado. Somente o tema Newborn não torna um fotógrafo um completo empreendedor, e por isso as temáticas se completam. Um cuidado que se estende por trás das câmeras também com os bebês que participam do evento, os modelos. O evento tem todo o cuidado necessários com os pequenos, e suas famílias, cuidados extras com a temperatura do ambiente, e fora o carinho com a família que se disponibiliza a participar do evento.

“Não adianta falar “tenham cuidado” e nós mesmos não termos. Por isso, apoiados pelos próprios palestrantes e pela Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos elaboramos o conceito arquitetônico do “Estúdio Estufa, que é uma construção projetada para manter as condições de temperatura indicadas aos bebês em cima do palco.” Diz Danilo Russo.

Novas ideias e criatividade fazem parte dos objetivos do evento. Então nunca um ano vai ser igual ao outro, tendo isso no seu lema. Se você foi ano passado, com certeza esse ano você vai aprender coisas novas, ampliar os limites para a criatividade e se descontrair. O congresso tem diferentes estilos, visando os perfis socio-economico-culturais diferentes, o que nunca vai deixar existir uma padronagem nas palestras. Além disso, o evento segue as tendências e novidades, como Life Style ou fotografia Clean. E, para finalizar a entrevista, foi perguntado ao fundador do Newborn Photo Conference, Danilo Russo, porque os interessados não podem perder esse congresso, e ele deu dois motivos: 1 é o Networking (gente, concordo demais, experiência própria) e o outro é o conhecimento, você nunca sabe 100%, está sempre em processo de aprendizado na vida pessoal e profissional. E, claro, se você não poderá estar presente, tem sempre a opção virtual que te deixa participar da sua casa.

Para mais informações acesse http://newbornphotoconference.com.br/2016/

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Erika Muniz em entrevista especial para o Tem Na Fotografia

Erika Muniz (uma das minhas favoritas) deu uma palavrinha comigo (Helosa Araujo) aqui para o nosso mais que querido Tem Na Fotografia. Na conversa, tentei pegar um pouco da essência da Erika, e é incrível. Conversar com ela é logo de cara ver um AMOR muito grande pelo o ofício, pelos bebês. Ela tem mesmo o dom de capturar a imagem desses lindos pequenos que vemos todos os dias em sua página. Tentei descobrir algo a mais para nos deixar menos/mais ansiosos com o Newborn Photo Conference. Para quem ainda não tá ligado, a Erika Muniz será a primeira grande palestrante do primeiro dia do evento, sobre “O que, como e porque”, um tema bem abrangente, mas tudo proposital, confira a baixo como foi a nossa conversa!
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Erika Muniz x Tem Na fotografia

Tem Na Fotografia Quando você percebeu que a fotografia seria a sua profissão? E quando, especificamente você percebeu que fotografar bebês seria a sua especialidade?
Erika Muniz Quando viajei com meus pais para pescar. Todos os familiares curtindo a pescaria e com uma câmera comecei e fotografar tudo, então a partir dessa viajem percebi que fotografia era uma paixão e queria viver fazendo aquilo.
Já os bebês entraram na minha vida antes mesmo da fotografia. Sempre tive um afeto enorme por bebês e sempre queria ajudar tias e primas a cuidar de seus bebês. Isso começou com 10, 12 anos de idade. Amo cuidar de bebês.
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Tem Na Fotografia Nacionalmente falando, você é uma referência para a fotografia Newborn no Brasil. Além da qualidade das suas fotografias, existe algo (subjetivo, por exemplo) de diferencial no seu trabalho?

Erika Muniz Olha, pode até ser clichê, mas acredito que esse algo subjetivo seja o amor que tenho pelos pequenos. Costumo falar que para ser um bom fotógrafo de newborn antes de amar fotografia você tem que amar bebês. Na fotografia de recém-nascido a técnica fotografica, em si, não faz tanta diferença, na verdade isso já tem que ser algo muito natural. O que faz diferença é a capacidade o fotógrafo de entender os bebês, seu comportamento, personalidade e ter muita paciência com os pequenos. Isso é o que faz a diferença.

Tem Na Fotografia A fotografia Newborn cresceu e muito aqui no Brasil. Eu mesma não imaginava que fosse dar tanta “audiência”, mas algumas pessoas ainda não entendem muito bem do que se trata. Tem algumas regras para essa categoria ser o que é. Você pode explicar pra gente?
Erika Muniz  Fotografia de newborn, antes de tudo requer cuidados. São bebês frágeis que vão ficar, literalmente, nas mãos dos fotógrafos. Então é fundamental ter um ambiente projetado para receber esses bebês. Higienização, temperatura ideal e estrutura ideal para receber um bebê: cadeira de amamentação, trocador e etc.

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Tem Na Fotografia Fotografar bebês não é uma tarefa fácil, requer muita responsabilidade. Tem alguma curiosidade sobre, truques, dicas que você gostaria de dividir com a gente?
Erika Muniz Os bebês pedalinho sempre nos reservam “surpresas”. rs . Quase todo ensaio sou “carimbada”de xixi ou cocô, mas faz parte do ofício. Sempre devemos ter uma roupa reserva no estúdio pois é muito comum sairmos dos ensaios sujos.

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Tem Na Fotografia A sua palestra tem um tema abrangente e ao mesmo tempo específico, além de ser a primeira palestra do evento. Você pode dar um pequeno Resumo do que acontecerá nesse grande dia?
Erika Muniz Minha palestra vou acabar falando um pouquinho de tudo. Vou falar sobre minha experiência, modo de trabalhar e  e acabar fazendo uma leitura geral da fotografia de recém-nascido.

Tem Na Fotografia Sempre faço essa pergunta:O que você deixa de mensagem para aqueles que estão ansiosos (assim como eu) para assistir sua palestra? E qual a sua mensagem para quem quer seguir os seus passos?
Erika Muniz Fotografia de recém-nascido é ter paciência. Com paciência e tranquilidade o fotógrafo de recém-nascido consegue realizar um bom trabalho.

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Pode ser importante:

Veja tudo o que ta rolando do NPC 2015

 Site oficioal da fotógrafa Erika Muniz 

 

Rafael Bigarelli em entrevista para o Tem Na Fotografia

Rafael Bigarelli estará no palco principal do evento Wedding Brasil! Quando fiquei sabendo que o Tem Na Fotografia estaria como imprensa no evento, corri para saber quais os fotógrafos estariam no palco principal para que eu pudesse trocar uma ideia, mesmo que breve. Então, fiz três pequenas e simples perguntas para o Rafael Bigarelli (e para outros palestrantes, também, surpresa!), que irá palestrar sobre Criatividade no evento Wedding Brasil em Abril, em São Paulo. A minha intenção era sentir o clima da palestra, e trazer pra cá de uma forma mais intimista e a vontade. Dá pra sentir de longe o alto astral do Rafa (já me sentindo íntima), e isso só aumentou minha ansiedade para assistir sua palestra! Aproveito para deixar você, também, ansioso comigo!
Rafael Bigarelli
Rafael Bigarelli

Rafael Bigarelli em entrevista para o Tem Na Fotografia

Quantas edições do Wedding Brasil você participou? Como você acha que essa edição será especial?

R : Esse será meu terceiro ano de Palestra no Wedding Brasil. O Segundo ano no palco principal.
Essa edição vai ser muito especial, pois temos um número muito grande Brasileiros no palco principal e as proporções que o Wedding Brasil chegou.
Para mim, essa edição vai ser especial, primeiramente por dividir o palco com o grande ( pequeno ) Rodrigo Zapico, uma referencia na fotografia de casamentos do Brasil.
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Rafael Bigarelli

Criatividade, tema da sua palestra, é algo complexo e subjetivo. Com o avanço da internet, temos acesso as “criatividades” de outrem, então, como buscar novas inspirações para não cair na mesmice? E como é viver entre fazer um trabalho criativo e atender um cliente que busca aquilo que já foi criado?

R : Eu procuro não olhar fotografia de casamentos na internet… busco inspirações em outras vertentes da fotografia.. e como disse.. A fotografia é uma extensão da minha pessoa, eu sou um cara criativo, e consigo passar isso para minhas imagens.
Ao fato de atender clientes que procurem o que já existe, falo pra procurar quem fez aquela foto.. pois é o que ele se identificou.
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Rafael Bigarelli

Todos os palestrantes estão se preparando e esperando algo de suas plateias. O que você espera da sua? Que recado você deixa para que as pessoas se preparem para sua palestra?

R: Eu espero que a plateia esteja com a cabeça e o coração aberto para receber conhecimento. O meu recado é que eu tenho certeza que vai ser uma palestra única no Brasil com muita prática e algumas lições para serem aprendidas.
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Paolo Roversi vs Kris Van Assche

O fotógrafo cult e o diretor criativo da Dior Homme nos dizem porquê beleza é rebelião

Por 

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Retirado da edição de verão da Dazed&Confused:

Como a nossa paisagem visual se torna deformada por imagens que podem se dissolver em menos de dez segundos ou serem comprimidas em uma caixa, o fotógrafo italiano Paolo Roversi continua a acreditar na poesia de trabalhar com filme. Durante as últimas quatro décadas ele capturou seus motivos femininos desprotegidos e muitas vezes sem roupas, transportando-as para o além, através de técnicas de iluminação e de seu próprio charme hipnotizante.

Hoje, Roversi está em Paris com Kris Van Assche, que assumiu as rédeas de Hedi Slimane como diretor criativo da Dior Homme em 2007. “Quando você trabalha com Paolo, você sabe que sempre haverá tensão e sensualidade”, diz Van Assche, que passou sua adolescência encantado com o trabalho do fotógrafo. A coleção SS14 do designer belga para Dior Homme mostrou sua capacidade de deformar e manipular superfícies, inspirando-se no trabalho do escultor John Chamberlain, que uma vez teve duas de suas obras de 300 quilos de sucata e metal confundidas com lixo e levadas embora. Van Assche construiu sua coleção a partir de pedaços abstratos de couro e estampas metálicas e enviou os seus modelos através de um labirinto espelhado. Embora ele passe seu tempo vestindo o corpo e Roversi prefira tirar as roupas fora, eles compartilham uma crença comum de que a emoção e poesia podem elevar moda.

 

Paolo, o que alimenta sua obsessão com a nudez?

Paolo Roversi: Bem, isso nunca foi sobre erotismo ou pornografia. É apenas sobre beleza. Meu estúdio é um lugar de sonhos e os modelos sentem isso. Essa é a nossa forma de trabalhar. A forma mais pura de retrato é fazer um nu – é a mais elegante.

Kris Van Assche: É importante dizer que não há mais número suficiente de pessoas interessadas em beleza.
É algo que nós dois sentimos. É por isso que as meninas se sentem tão confortáveis com Paolo, porque não se trata de provocação, escândalo ou até mesmo uma forma torturadora de mostrar a beleza.

Paolo Roversi: Nós mantemos vulgaridade porta à fora!

Kris Van Assche: Quero dizer, se você é uma menina e você vai ficar nua na frente de Paolo você sabe que irá ficar incrível! A beleza é uma forma de quebrar as regras de hoje. Ir para o lado da beleza pode ser muito rebelde.

Paolo Roversi: É por isso que eu vim aqui esta manhã, porque eu sabia que ele iria dizer coisas lindas sobre o meu trabalho! Essa é a única razão pela qual eu vim. (risos)

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Assim, a emoção está ligada à maneira com a qual vocês dois trabalham?

Paolo Roversi: Com Kris, não precisamos nos explicar um ao outro, “A fotografia é aquilo’, ou, ‘A moda é isso” – é o instinto. Nós não precisamos de muitas palavras. Eu conheço a sua poesia, seus sentimentos e suas emoções. Uma faísca acontece imediatamente. Eu digo que nós dois colocamos nossos corações em cima da mesa da mesma maneira.

Kris Van Assche: Inspiração sempre vem de emoções, mesmo se é algo enraizado na frustração. Quero dizer, pode vir em momentos realmente estranhos e é sempre o clique que vai lhe influenciar pelos próximos seis meses. Aquele clique pode levar apenas cinco segundos.

Paolo Roversi: Mesmo quando estamos sonhando, ainda estamos trabalhando.

Kris Van Assche: Com Paolo eu sempre sei que vai ter um pouco de tensão e alguma sexualidade. Então, como eu só faço moda masculina, é importante que haja algumas garotas por aí, porque cria uma situação poética. É aí que a colaboração se torna importante. Meu desfile foi bastante frio com todos aqueles espelhos – eu queria que se parecesse com uma galeria de arte – já havia um monte de tensão, mas estava frio, muito robótico, mesmo. Trazendo isso à poesia de Paolo se cria um tipo muito diferente de sentimento.

Paolo Roversi: Para algumas pessoas, o romantismo não é forte. É a minha grande queda. Eu sou romântico! Eu não posso ser perfeito, sabe? Acho que vem da minha infância, da poesia italiana…Oh, eu não sei onde. Eu não quero analisar isso demais. Eu não luto mais contra isso, porque sei que vou perder!

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Kris, é verdade que a coleção Dior Homme SS14 foi vagamente baseada em torno de uma experiência em Miami?

Kris Van Assche: Sim, eu estava em Miami para a Art Basel e foi apenas um daqueles momentos em que você basicamente se sente totalmente ridículo. Você está de pé lá em uma praia debaixo de uma palmeira, o clima é ótimo e você está em um smoking. Há todas estas pessoas sérias ali de pé, com os pés na areia. É só esse contraste estranho. Quero dizer, os contrastes são, obviamente, inspiradores, mas é então que você percebe que tudo isso é realmente muito ridículo!

 

Você dois se desconectam conscientemente do ‘circo’?

Kris Van Assche: Art Basel são na verdade os únicos dois dias do ano em que eu consigo aguentar. Quando eu saio de férias no mês de agosto, eu quase não levo uma mala porque eu não quero ver roupas…

Paolo Roversi: Mas eu acho que de certa maneira nós nunca nos desconectamos. Quero dizer, pessoas como o Kris se desconectam do sistema social do mundo da moda, mas não da criatividade ou da inspiração. Este é você. Você não pode nunca desligar totalmente. Eu acho que ele é um designer criativo 24 horas por dia, ele não poderia ser diferente. Desculpe Kris, eu só respondi para você!

Kris Van Assche: Não tem problema! Eu não preciso de fugir de alguma coisa porque eu amo o meu trabalho e eu consegui me proteger de determinados sistemas.

Paolo Roversi: Às vezes eu me encontro com Kris em uma festa, tomamos muita champanhe juntos e ficamos no canto da sala!

Kris Van Assche: E eu sou sempre assim, ‘O que estamos fazendo aqui?’.

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Você acha que se tornou mais difícil de quebrar as regras?

Paolo Roversi: Você sabe, depende do que você quer quebrar. É muito fácil perder o seu espírito na moda. Acho que já perdi algumas vezes; e uma das coisas mais difíceis, ser completamente puro. Você não pode se comprometer muito e você tem que manter uma certa distância, especialmente se você tem um monte de pessoas ao seu redor lhe dizendo que você é um gênio. É muito perigoso.

Kris Van Assche: Concordo totalmente. Quero dizer – feche os ouvidos, Paolo – não há muitos fotógrafos cujo trabalho você pode reconhecer imediatamente. É uma coisa tão rara hoje em dia. Quando é tecnicamente possível, pode ser copiado e falsificado. Verdadeira autenticidade, emoção e personalidade é a novidade. Isso é quebrar as regras. Ele não está tentando ser o hype a cada semana de cada mês, sabe? Ir contra as regras – esta é a nova rebelião.

 

CREDITS:

Hair: Tomohiro Ohashi at Management Artists

Make-up: Marie Duhart at Atomo Management using MAC

Models: Janis Ancens (L’Uomo Elite), Adrien Sahores (Premium), Daiane Conterato (Elite), Maria Loks (Next)

Photographic assistants: Melanie Rey, Barbara Marangon, Felix Seiler-Fedi, Ton Ishiguro

Styling assistant: Natalia Culebras

Hair assistant: Kiki

Make-up assistant: Methta Gonthier

Digital operator: Matteo Miani at Dtouch

Production: ProdN Paris

 

Publicado originalmente por Isabella Burley, via Dazed & Confuzed

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Roda Viva com Sebastião Salgado

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Sebastião Salgado é com certeza um dos mais importantes fotógrafos brasileiros. De quando trabalhava para a legendária agência Magnum, alçou ao reconhecimento internacional ao ser o único fotógrafo a documentar o atentado ao então presidente dos EUA, Ronald Regan. A partir daí se transformou em um dos principais fotojornalistas em atividade no mundo, instantaneamente reconhecível por seu denso P&B, ganhou prêmios diversos e lançou ao todo 11 livros. Salgado acaba de lançar seu último livro intitulado “Gênesis”, resultado de oito anos fotografando em diversos lugares do planeta, que já se encontra na quinta reimpressão.

Com certeza vale a pena parar para ouvir o que ele tem a dizer.

 

http://www.youtube.com/watch?v=IL3Ou7Khl3A

 

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[via cmais+]

Roda Viva com J R Duran

Confesso que nunca gostei do estilo da fotografia de J R Duran, mas não conhecia o fotógrafo mesmo. E a duas semanas ele foi o convidado a participar do programa Roda Viva da TV Cultura, que tive a oportunidade de ver ontem, onde fala, entre outras coisas, da sua rotina de trabalho, suas viagens e sobre a popularização da fotografia. O que se percebe é um profissional extremamente focado, que fotografa por paixão, e que além disso tem uma cultura ampla que vai muito além da fotografia apenas.

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Via: cmais

PS Muito trabalho e muitos problemas tem me impedido de escrever, mas, estes resolvidos, estou preparando um super artigo sobre composição, que devo publicar em breve, e para mais breve ainda, falarei de tratamento de imagens, aguardem, eu voltarei. GC

Tem Na Fotografia entrevista a fotógrafa americana Amy Hildebrand

Depois do post que fiz sobre a “fotógrafa cega” (já não estou mais a favor deste termo com o qual a fotógrafa está sendo reconhecida) Amy Hildebrand fiz o que sempre procuro fazer: Entrar em contato com a autora das imagens (no caso, Amy) para avisar sobre a utilização das suas imagens para postagem aqui, no TNF.  Na grande maioria das vezes esse contato fica no silêncio sem nenhuma resposta, mas eu sempre fico com minha consciência limpa de ter ao menos tentado informar sobre a publicação. Com Amy foi diferente, ela me respondeu, e foi um amor! E como eu não sou boba, nem nada, aproveitei para fazer duas pequenas perguntas que passaram pela minha cabeça e que é o que sempre pensamos quando vemos um lindo trabalho como o dela. E, claro, ela me respondeu toda atenciosa.

Vou dividir minha pequena conversa (e bastante proveitosa) com a fotógrafa Amy Hildebrand.

TEM NA FOTOGRAFIA pergunta: Sobre o seu projeto “With Litle Sound”, como ele se iniciou, como surgiu essa ideia?

AMY HILDEBRAND responde: “With Little Sound” foi iniciado por algumas razões diferentes. Primeiramente, eu queria continuar atualizada com os meus estudos. Eu tirei algum tempo de “férias” depois da faculdade para ter meus filhos e viver um pouco, sem o mundo da arte. Eu me tornei bastante envolvida na comunidade da arte durante a faculdade e senti que isso era inreal, ou ao menos não conectado com a maioria do mundo, então eu parei de tirar fotos pela maior parte do tempo durante aqueles três primeiros anos depois da faculdade. Eu estava com medo de perder toda a informação que aprendi durante a faculdade, então eu pensei que esse projeto iria me ajudar a lembrar de tudo. Eu escolhi uma foto por dia porque isso me parecia um uma meta razoável, considerando que eu tinha duas crianças bem jovens. Eu sabia que eu queria um marco, então eu escolhi 1000 dias, isso me pareceu um bom número redondo, e uma duração de tempo apropriada. Mais de um ano, mas menos de cinco. A segunda razão por eu ter começado o blog, foi por causa que eu queria lembrar quem eu era como pessoa. Como eu disse, nesses três anos depois da faculdade, eu tive duas crianças. Eu amava ser mãe, mas eu queria lembrar a mim mesma que eu era um ser humano multi facetado e ser mãe era apenas uma porção de quem eu era. É por isso que no começo do meu trabalho não existem tantas fotos dos meus filhos quanto existem agora. Agora eu sinto que eu provei que eu sou uma mãe, uma artista, uma mulher de carreira, e o que mais eu possa ser, então já não existe mais porque esconder uma parte da minha vida que amo com carinho.

TEM NA FOTOGRAFIA pergunta:  Em que esse projeto mudou sua vida?
AMY HILDEBRAND responde: Sim, definitivamente! Eu olho para a minha vida com olhos de agradecimento, muito mais do que eu jamais fiz. Ter algo tangível, como fotógrafa, me ajudou a lembrar daqueles grandes momentos até mais fácil.

Ela é realmente fantástica e já entrou para minha lista de fotógrafos que me inspiram. É super irrelevante a questão a pouca visão que Amy tem, acredito que ela enxerga muito melhor do que muitos de nós! E o With little Sound está chegando a sua meta – 1000 fotos, 1000 dias – Vamos aguardar para comemorar! :D:D