Fotobiografia de Richard Avedon

Richard Avedon passou pouquíssimo por aqui, incrível, sempre penso que falo/escrevo demais sobre os fotógrafos históricos. Richard Avedon é daqueles caras que não podem faltar quando for mencionar a história da moda, ou a história da fotografia. Nascido dia 15 de Maio de 1923 (há 92 anos atrás), em San Antonio (Texas), Richard Avedon era filho de fotógrafo russo (Jacob Israel Avedon) – incrível como existiam fotógrafos naquela época – mas, talvez, por falta de faculdades direcionadas naquela época, Richard Avedon optou por estudar filosofia na Universidade de Columbia de Nova Iorque, não chegou a concluir. De acordo com os textos que li, o seu caminho a Nova Iorque foi ainda mais importante do que estudar filosofia.

richard-avedon1

Muito provavelmente, Richard Avedon já sabia o que queria. Com apenas 18 anos, tornou-se co-editor da revista The Magpiecom uma pausa entre seus 19 e 21 anos (anos em que cumpriu serviço militar – típico estilo americano), e foi estudar em New School for Social Research.  Aos 22 anos já era fotógrafo da Harper’s Bazaar, e antes de completar 27 anos já tinha fotografado para revista Vogue.  E quando a gente pensa que sua história havia acabado, é aí que ela começa; aos 37 anos, Richard Avedon dirigiu a fotografia e trabalhou como consultor visual do filme Funny Face (de Stanley Donen), filme que foi nomeado a 4 Óscar’s da academia de Hollywood (um filme que tinha somente Audrey Hepburn e Fred Astaire nos papeis principais).

Incrível como as coisas aconteceram para Richard Avedon, na verdade, não tão incrível assim, ele tinham mesmo o famoso don da fotografia. Aos 35 anos, já tinha sido nomeado pela Popular Photography como um dos 10 melhor fotógrafos do mundo. Que fotógrafo com essa idade já alcançou essa nomeação nos dias de hoje? E pensar que só faltam 5 anos para eu chegar nessa idade e ainda (AINDA) nem pisei na Vogue NY.

O seu trabalho passou a ser desejado, desejado pelas maiores marcas do mundo fashion, desejado pelas principais celebridades e, claro, pelas revistas. Todos queriam ser clicados pelo Richard Avedon. Mas não foi só disso que se tratou o seu trabalho; ele também se dedicou a movimentos antiguerra, aos 37 anos, fotografou no Vietnan aos 47 anos. Livros publicados, muitas exposições. Richard Avedon teve uma vida bastante agitada, desde o momento em que deu seus primeiros passos, até o momento de seu falecimento.

avedon-elephant-picture1
A fotografia mais conhecida de Richard Avedon foi a intitulada “Dowima with Elephants” de 1955.

No dia 01 de Outubro de 2004, 81 anos enquanto fazia um trabalho para a revista The New Yorker, onde fassou messes fotografando celebridades e políticos da época, Richard Avedon sofreu um derrame cerebral que causava sua morta. Na sua cidade natal, San Antonio.

avedon_01ele2vv3richard-avedon-photographing-the-soul-1366521345_bRichard-Avedon-Place-de-la-Concorde“A fotografia é uma arte triste, pois perece, mas ainda assim permanece.” Richard Avedon

http://www.avedonfoundation.org/

Fotobiografia de August Sander

Meu primeiro contato com August Sander foi em um dos livros de Walter Benjamin(meu ensaista favorito),e então, quando resolvi dividir minhas pesquisas por aqui, fui atras de mais fontes, geralmente as fontes virtuais se basseiam na famosa wikipédia, o que além de não ser muito confiável ficam todos muito parecidos, então, vou tentar ser ao máximo suncinta para falar desse famoso fotógrafo alemão em

Fotobiografia de August Sander

Agust Sander

August Sander nasceu na alemanha no dia 17 de novembro (escorpiano) de 1876, basicamente, ele nasceu apenas 37 anos após do surgimento do Daguerreótipo (isso é muito pouco tempo) e não teve uma vida fácil, ajudava seu pai carpitando em minas, e de acordo com fontes virtuais, August Sander aprendeu a fotografar ajudando um fotógrafo que trabalhava para a empresa mineira. Com o apoio financeiro do seu tio, Sander compra seu primeiro equipamento fotográfico, sua primeira câmera escura. Em 1897 entrou para o serviço militar como assistente de fotografia. Ele não foi um rapaz da nobreza ou realeza com acesso a estudos e livros, nem um jovem burgues que podia ter todas as câmera que queria apenas para experimentar, isso é fato. Ele foi um jovem humilde apaixonado pela magia da arte de fotografar – que na época existia.

Ainda muito jovem, August Sander monta o seu próprio estudio, uma espécie de quarto escuro, na verdade, para revelar suas fotografias. Em todas as fontes que pesquisei, August Sander se dedicou a uma variedade de categorias da fotografia (talvez ele tenha mesmo tentando ganhar dinheiro com isso, o que não é nada ousado para aquela época, visto que os retratistas pintores logo adiquiriram suas câmeras para se adequar ao “mercado”) mas, a que teve mais destaque foram os retratos. O que acaba sendo impossível de não lembrar de Diane Arbus. Retratos que mostram todos os tipos e características de pessoas, tamanhos, profissões (que inclusive, são dessas fotografias que Walter Benjamin fala e usa August Sander como referência para falar das mudanças na sociedade quando “a fotografia substituiu a pintura”, quando muitos pintores partiram para fotografia para ganhar dinheiro, mas August Sander se destatou, por retratar de forma indiscriminada muitas pessoas) em um estilo quase poético.

Tudo aconteceu em 1920, quando Sander se junta a um grupo chamado Group of Progressive Artists na Colônia, foi quando ele teve essa ideia de documentar a sociedade e usando o retrato como sua principal ferramenta. Aproveito esse momento para dizer que em todas as fontes de pesquisas que encontrei, o histórico de Sander é bastante vasto, com muitas informações e publicações, o que deixa qualquer biografia confusa (principalmente com relação a datas). De acordo com seu site, o seu primeiro livro intitulado Face of Our Time (com 60 fotografias baseadas nessa ideia iniciada em 1920) foi publicado em 1929 fazendo do Sander o maior retratista do século XX. E provavelmente foi.

Como já mencionei, August Sander foi um homem desprovido de berços de ouro, e se prestaram bem atenção estamos falando de uma época muito conturbada, um alemão, documenta rostos de pessoas normais (incluindo judeus). É claro que em boa coisa não ía dar. Em 1936 seu livro foi apreendido, assim como o filho de Sander, que era de esquerda, foi preso e morto em 1944. O seu envolvimento com a história foi muito mais limpa e injustiçada do que se possa imaginar, em 1942 Sander deixa a Colônia e foi para uma área rural e teve o seu estúdeo bombardeado em um ataque. Como já comentei, muitos dados perdidos, muitas fontes ainda confusas, e não é a toa. August Sander serve de exemplo e fonte de inspiração para fotógrafos de todas as categorias.

Em 1945 uma série com mais de 40mil fotografias foi publicada com o nome People of the 20th Century , talvez, o trabalho mais conhecido de Sander. O que restou para ser deixado à história (com provas). E é o que vamos tentar conferir. Vamos às suas fotografias? Reparem nas semelhanças com o estilo de Diane Arbus. É apaixonante. Enjoy!

August Sander

August Sander

August Sander

August Sander

August Sander

August Sander August Sander

Fotobiografia de Chico Albuquerque

Essa Fotobiografia de Chico Albuquerque vem para quebrar um pouco o gelo que vem passando nos últimos tempos. A verdade é que a copa do mundo ocupou demais o tempo dessa pessoa que aqui escreve não deixando sobrar nenhum tempinho sequer para passar por aqui. E dessa forma o clima foi quebrado. O blog teve que passar por mais um estudo e análise para que novamente encontrasse o seu caminho (filosófico, não?). O Tem Na Fotografia começou com esse intuito, de dividir essas pesquisas que faço, e não notícias (por mais umas e outras nunca vão deixar de aparecer por aqui, pela sua importância), portanto, é daqui mesmo que continuo e retomo minhas visitas por aqui.  De onde mesmo que paramos? Sim, da Fotobiografia de Chico Albuquerque. Pesquiso sempre por novas histórias de grandes fotógrafos, mas confesso, que o nome de Chico Albuquerque ainda não tinha entrado para a minha lista nada negra.

fotobiografia de chico albuquerque

Fotobiografia de Chico Albuquerque

A começar, estamos falando de um fotógrafo cearense (minha terra), nascido na cidade de Fortaleza no ano de 1917, a história ficou ainda mais interessante quando descubro que seus pais eram fotógrafos também! Não vejo esse tipo de história sendo contada referente aos dias de hoje, quanto mais daquela época. Francisco Afonso de Albuquerque teve o seu primeiro contato com a fotografia aos 15 anos de idade e logo já sabia qual categoria da fotografia queria seguir: Os retratos. Em 1934 mudou-se para São Paulo, onde abriu seu próprio estúdio de fotografia. Chico Albuquerque é conhecido por ser o pioneiro da fotografia publicitária no Brasil (gente, como eu não sabia disso?), em 1949 a primeira campanha ilustrada era da Johnson & Johnson e foi fotografada por ele, Chico Albuquerque.

O famoso movimento fotoclibismo de São Paulo foi liderado pelo Chico Albuquerque quando participou do grupo Fotocine Clube Bandeirante juntamente com Thomaz Farkas, Geraldo de Barros, Eduardo Salvatore e German Lorca. Essa é a parte sombria de sua história, na qual eu não consegui muitas informações. Apesar de o que já li, valeu muito a pena: Chico Albuquerque, grande nome da fotografia e da minha terra, é um orgulho. 

Se podemos assim considerar, em épocas, que a fotografia substituiu a pintura, podemos dizer que foi com grande estilo, cuidado e carinho. Chico Albuquerque ao se aposentar e voltar para Fortaleza, resolveu dedicar-se a natureza morta, fotografia Still Life, com frutas tropicais Brasileiras e à Praia do Mucuripe.

Claro, em livrarias encontramos também alguns livros publicados de autoria do Chico (já, íntima) e algumas exposições. Vamos às suas fotografias?

fotobiografia de chico albuquerque fotobiografia de chico albuquerque fotobiografia de chico albuquerque fotobiografia de chico albuquerque

Chico Albuquerque faleceu dia 26 de Dezembro do ano de 2000, aos 83 anos. 

Vivian Maier, sua obra em livro e finalmente uma versão em português

Muitos artistas (no seu conceito geral) ficam famosos após sua morte, por passarem a vida reprimidos e isolados apenas criando e deixando legados históricos para quando falecerem, Vivian Maier fez algo parecido: Primeiro por ser uma fotógrafa, do sexo feminino em uma época em que as coisas não eram facilitadas como são nos dias de hoje (vendo apenas um ponto de vista). Vivian Maier, fotógrafa apenas nos momentos livres, sua profissão mesmo era babá.

Vivian Maier
Autoretrato de Vivian Maier

Vivian Dorothea Maier, mais conhecida como Vivian Maier, nasceu dia 1 de Fevereiro de 1926 em Nova Iorque e faleceu dia 21 de Abril de 2009 em Ilinóis. Como fotógrafa, se especializou em fotografia de rua, a famosa categoria da fotografia conhecida como street photography, ou, em termos geral, fotografia documental. Vivian Maier, em seu tempo livre, saía nas ruas fotografando aquilo que lhe chamava a atenção pela cidade de Nova Iorque, uma vida documentada e registrada pelo olhar de uma fotógrafa que, aparentemente não teve uma vida fácil. Com sua Rolleiflex, acabou fazendo uma contribuição magistral para a sociedade americana, e como vivemos em uma era mais que globalizada, mas o mundo inteiro. 

Uma vida sofrida que não lhe rendeu uma velhice tranquila, Maier acabou por viver em asilos até que alguns amigos se juntaram e resolveram pagar suas contas e um apartamento. Alguns desses amigos foram crianças que Vivian Maier cuidou em seus tempos de babá (da Wiki). Assim dá para perceber como essa fotógrafa foi uma boa pessoa (além de fotógrafa), merecendo assim a nossa atenção. 

 Vivian Maier, mesmo com suas dificuldades, guardou todos os negativos que juntou ao fotografar. Em 2007 John Maloof descobriu toda uma obra que poderia vir a tornar um Livro. Em 2011, o primeiro livro foi publicado com o título Vivian Maier: Street Photographer pela editora Powerhouse Books, um ano após mais um livro foi publicado com o título Vivian Maier: Out of the Shadows, em 2013 foi a vez de Vivian Maier: Self-Portraits, este ano foi publicado o Eye to Eye: Photographs by Vivian Maie, todos em Inglês, todos pela mesma editora, uma coleção e tanto (que já está na minha Wishlist). E, finalmente, essa homenagem se estenderá pelos Brasileiros, ganhando uma versão em Português com direito a exposição e tudo mais. 

O escritor é o  Geoff Dyer, e o livro é a sua primeira publicação com o título em Português: Vivian Maier: Uma fotógrafa de rua. Vamos acompanhar as novidades e trocaremos figurinha por aqui quando essa notícia se concretizar. Enquanto isso, deixo aqui algumas fotografias de Vivian Maier para nos inspirar. 

Vivian Maier
Foto: Vivian Maier
Vivian Maier
Foto: Vivian Maier

Eddie Adams – Conheça esse fotógrafo de guerra

Fazia tempo que não nos inspirávamos com as fotografias desses grandes fotógrafos renomados, Eddie Adams e suas fotografias de guerra fazem parte de uma história não muito feliz das guerras e dos acontecimentos históricos tendo como fotografia mais famosa (e ganhadora dos prêmio  Prêmio Pulitzer de Fotografia em 1969 e World Press Photo no mesmo ano)  é a imagem do chefe de polícia Nguyễn Ngọc Loan executando um Vietcong prisioneiro na rua Saigon no dia 1 de fevereiro de 1968.

eddie adams

Eddie Adams, um poquinho da sua história

Eddie Adams nasceu no dia 12 de Junho de 1933 na Pensilvânia nos Estados Unidos, por seus pais Edward and Adelaide Adams e faleceu dia 18 de Setembro de 2004, o que significa que se Eddie Adams estivesse vivo, estaria com 81 anos completos no famoso dia dos namorados (para os Brasileiros), falecido com 71 anos, o fotojornalista não teve muito de sua vida exposta e publicada, tendo apenas nas suas fotografias muito a ser estudo e ser dito. Assim como Diane Arbus, Eddie Adams era muito envolvido pelo seu objeto fotografado, o que sempre nos leva a pensar sobre esse possível envolvimento de um subjetivo com seu objeto.

O interesse de Eddie Adams pela fotografia começou quando ainda era muito jovem, na adolescência especificamente, na época da escola quando dedicou algum tempo à fotografia de casamento e que logo foi substituída por fotografia de combate. Quando Eddie Adams serviu a Marinha dos Estados Unidos na Guerra da Coreia (de 1950 a 1953), como quase todos os americanos da época, o jovem joga seu olhar em um recorte nada belo de se olhar. Anos depois de algumas outras vivências, em 1962, Adams se associou a Associated Press. 

 

Eddie Adams e sua fotografia famosa

eddie adams

 

Assim como todo fotógrafo renomado, Eddie Adams acabou por ter nessa fotografia a sua principal história a ser contada, bom, para nós, que sabemos muito pouco sobre ele, afinal, estamos falando de um homem que com suas lentes esteve presente em mais de 13 conflitos e dito isso nem quero imaginar quantas fotografias ele clicou. O que podemos afirmar de fato é que com essa foto ele rendeu alguns bons prêmios. Fato.

O general matou o vietcongue, e eu matei o general com minha câmera. Fotografia é a mais poderosa arma no mundo

Eddie Adams

 O rosto do menino no momento em que levaria o tiro. A sensação de que talvez ele fosse um bom rapaz, ou do soldado Nguyễn Ngọc Loan não ser exatamente tão bom assim. Tudo o que estava por trás dessa fotografia (que não foi possível encontrar em um tamanho digno) nós nunca saberemos, mas podemos imaginar, e essa é tão grandiosa magia da fotografia, que Eddie Adams, parar um pedacinho do tempo com a sua arma mais poderosa nos deu a chance de nos pôr por dentro de um momento “meio-verdade”, palavras suas.

 

 

Paolo Roversi vs Kris Van Assche

O fotógrafo cult e o diretor criativo da Dior Homme nos dizem porquê beleza é rebelião

Por 

1068735

Retirado da edição de verão da Dazed&Confused:

Como a nossa paisagem visual se torna deformada por imagens que podem se dissolver em menos de dez segundos ou serem comprimidas em uma caixa, o fotógrafo italiano Paolo Roversi continua a acreditar na poesia de trabalhar com filme. Durante as últimas quatro décadas ele capturou seus motivos femininos desprotegidos e muitas vezes sem roupas, transportando-as para o além, através de técnicas de iluminação e de seu próprio charme hipnotizante.

Hoje, Roversi está em Paris com Kris Van Assche, que assumiu as rédeas de Hedi Slimane como diretor criativo da Dior Homme em 2007. “Quando você trabalha com Paolo, você sabe que sempre haverá tensão e sensualidade”, diz Van Assche, que passou sua adolescência encantado com o trabalho do fotógrafo. A coleção SS14 do designer belga para Dior Homme mostrou sua capacidade de deformar e manipular superfícies, inspirando-se no trabalho do escultor John Chamberlain, que uma vez teve duas de suas obras de 300 quilos de sucata e metal confundidas com lixo e levadas embora. Van Assche construiu sua coleção a partir de pedaços abstratos de couro e estampas metálicas e enviou os seus modelos através de um labirinto espelhado. Embora ele passe seu tempo vestindo o corpo e Roversi prefira tirar as roupas fora, eles compartilham uma crença comum de que a emoção e poesia podem elevar moda.

 

Paolo, o que alimenta sua obsessão com a nudez?

Paolo Roversi: Bem, isso nunca foi sobre erotismo ou pornografia. É apenas sobre beleza. Meu estúdio é um lugar de sonhos e os modelos sentem isso. Essa é a nossa forma de trabalhar. A forma mais pura de retrato é fazer um nu – é a mais elegante.

Kris Van Assche: É importante dizer que não há mais número suficiente de pessoas interessadas em beleza.
É algo que nós dois sentimos. É por isso que as meninas se sentem tão confortáveis com Paolo, porque não se trata de provocação, escândalo ou até mesmo uma forma torturadora de mostrar a beleza.

Paolo Roversi: Nós mantemos vulgaridade porta à fora!

Kris Van Assche: Quero dizer, se você é uma menina e você vai ficar nua na frente de Paolo você sabe que irá ficar incrível! A beleza é uma forma de quebrar as regras de hoje. Ir para o lado da beleza pode ser muito rebelde.

Paolo Roversi: É por isso que eu vim aqui esta manhã, porque eu sabia que ele iria dizer coisas lindas sobre o meu trabalho! Essa é a única razão pela qual eu vim. (risos)

1068737

Assim, a emoção está ligada à maneira com a qual vocês dois trabalham?

Paolo Roversi: Com Kris, não precisamos nos explicar um ao outro, “A fotografia é aquilo’, ou, ‘A moda é isso” – é o instinto. Nós não precisamos de muitas palavras. Eu conheço a sua poesia, seus sentimentos e suas emoções. Uma faísca acontece imediatamente. Eu digo que nós dois colocamos nossos corações em cima da mesa da mesma maneira.

Kris Van Assche: Inspiração sempre vem de emoções, mesmo se é algo enraizado na frustração. Quero dizer, pode vir em momentos realmente estranhos e é sempre o clique que vai lhe influenciar pelos próximos seis meses. Aquele clique pode levar apenas cinco segundos.

Paolo Roversi: Mesmo quando estamos sonhando, ainda estamos trabalhando.

Kris Van Assche: Com Paolo eu sempre sei que vai ter um pouco de tensão e alguma sexualidade. Então, como eu só faço moda masculina, é importante que haja algumas garotas por aí, porque cria uma situação poética. É aí que a colaboração se torna importante. Meu desfile foi bastante frio com todos aqueles espelhos – eu queria que se parecesse com uma galeria de arte – já havia um monte de tensão, mas estava frio, muito robótico, mesmo. Trazendo isso à poesia de Paolo se cria um tipo muito diferente de sentimento.

Paolo Roversi: Para algumas pessoas, o romantismo não é forte. É a minha grande queda. Eu sou romântico! Eu não posso ser perfeito, sabe? Acho que vem da minha infância, da poesia italiana…Oh, eu não sei onde. Eu não quero analisar isso demais. Eu não luto mais contra isso, porque sei que vou perder!

1068736

Kris, é verdade que a coleção Dior Homme SS14 foi vagamente baseada em torno de uma experiência em Miami?

Kris Van Assche: Sim, eu estava em Miami para a Art Basel e foi apenas um daqueles momentos em que você basicamente se sente totalmente ridículo. Você está de pé lá em uma praia debaixo de uma palmeira, o clima é ótimo e você está em um smoking. Há todas estas pessoas sérias ali de pé, com os pés na areia. É só esse contraste estranho. Quero dizer, os contrastes são, obviamente, inspiradores, mas é então que você percebe que tudo isso é realmente muito ridículo!

 

Você dois se desconectam conscientemente do ‘circo’?

Kris Van Assche: Art Basel são na verdade os únicos dois dias do ano em que eu consigo aguentar. Quando eu saio de férias no mês de agosto, eu quase não levo uma mala porque eu não quero ver roupas…

Paolo Roversi: Mas eu acho que de certa maneira nós nunca nos desconectamos. Quero dizer, pessoas como o Kris se desconectam do sistema social do mundo da moda, mas não da criatividade ou da inspiração. Este é você. Você não pode nunca desligar totalmente. Eu acho que ele é um designer criativo 24 horas por dia, ele não poderia ser diferente. Desculpe Kris, eu só respondi para você!

Kris Van Assche: Não tem problema! Eu não preciso de fugir de alguma coisa porque eu amo o meu trabalho e eu consegui me proteger de determinados sistemas.

Paolo Roversi: Às vezes eu me encontro com Kris em uma festa, tomamos muita champanhe juntos e ficamos no canto da sala!

Kris Van Assche: E eu sou sempre assim, ‘O que estamos fazendo aqui?’.

1068738

Você acha que se tornou mais difícil de quebrar as regras?

Paolo Roversi: Você sabe, depende do que você quer quebrar. É muito fácil perder o seu espírito na moda. Acho que já perdi algumas vezes; e uma das coisas mais difíceis, ser completamente puro. Você não pode se comprometer muito e você tem que manter uma certa distância, especialmente se você tem um monte de pessoas ao seu redor lhe dizendo que você é um gênio. É muito perigoso.

Kris Van Assche: Concordo totalmente. Quero dizer – feche os ouvidos, Paolo – não há muitos fotógrafos cujo trabalho você pode reconhecer imediatamente. É uma coisa tão rara hoje em dia. Quando é tecnicamente possível, pode ser copiado e falsificado. Verdadeira autenticidade, emoção e personalidade é a novidade. Isso é quebrar as regras. Ele não está tentando ser o hype a cada semana de cada mês, sabe? Ir contra as regras – esta é a nova rebelião.

 

CREDITS:

Hair: Tomohiro Ohashi at Management Artists

Make-up: Marie Duhart at Atomo Management using MAC

Models: Janis Ancens (L’Uomo Elite), Adrien Sahores (Premium), Daiane Conterato (Elite), Maria Loks (Next)

Photographic assistants: Melanie Rey, Barbara Marangon, Felix Seiler-Fedi, Ton Ishiguro

Styling assistant: Natalia Culebras

Hair assistant: Kiki

Make-up assistant: Methta Gonthier

Digital operator: Matteo Miani at Dtouch

Production: ProdN Paris

 

Publicado originalmente por Isabella Burley, via Dazed & Confuzed

[I just translate and share articles solely public, citing proper credit and sources, without changing, deleting or adding anything at all of the original text. If someone feels wronged by having your text translated and re-published, please contact me via email on tab TEM COLABORADORES in the top of the blog and it will be removed]

Como escolher uma câmera compacta

Para muitos fotógrafos amadores essa é uma grande pergunta. E com o mercado cada vez mais recheado de grandes opções, com uma enorme variedade de câmeras, sem falar nas ofertas, nos sites e outros detalhes a mais, vai ficando realmente cada vez mais difícil escolher a câmera certa para sair fotografando tudo o que vê pela frente.

temnafotografia-billgekas

Fotografia: Bill Gekas

Como escolher uma câmera compacta

É interessante observar que ainda existem pessoas nesse mundo que querem uma câmera que não seja cara, seja acessível, com funções bacana e uma ótima qualidade – e que acima de tudo, não seja do celular. Nem todo mundo está adepto a essa questão de misturar um aparelho para comunicação com uma ferramenta de fotografia, existem ainda o que dão valor ao equipamento e gostam de utilizar suas boa funções!

A primeira dica antes de escolher uma câmera não é a quantidade de pixels que ela gera em uma imagem, e sim o seu sensor (processador). Uma câmera compacta que está disponível no mercado por um preço super acessível, é a Samsung EC-ST200, possui um sensor de 1/2.3″ (velocidade) CCD – Essa é a primeira função que você deve olhar. Nesse caso, o sensor é super rápido, e super aguenta o os 16.4 megapixels (segunda principal característica) que a câmera tem para oferecer. Avaliando o sensor e os MPs, é hora de observar o ISO, que dita como a câmera se comporta com pouca luz – Apesar de ser uma câmera compacta, essa Samsung possui um  ISO de 80 a 3200 que equivale a um ISO de uma câmera normal DSLR.

samsungECT-temnafotografia

Com todas essas funções avaliadas, as outras funções adicionais só vão adicionando valores ao equipamento, no caso dessa câmera Samsung, ela tem um monitor TFT LCD com 3.0 polegadas, possui alguns programas pré estabelecidos de foco (reconhecimento de rosto, paisagem, pontual, centralizado, etc), panorama, ZOOM 10X óptico, dentre outras inúmeras características. O que vai diferenciar mesmo essa pequena maravilha das demais, é o acesso Wi-Fi que possibilita o acesso as redes sociais e compartilhamento de imagens.

Na hora de escolher uma câmera, a grande dificuldade também é onde comprar. Alguns sites de confiança oferecem câmeras boas como essa Samsung com preços e promoções ótimas. Um deles é o Girafa, que está disponível no site de venda de cupons www.dsconto.com  que, além do Girafa, oferecem cupons de vários outros sites. Vale a pena conferir!

Profissão Fotografia: Qual a sua área da fotografia?

Muitos nem entendem direito o que você faz (meus pais, por exemplo), mostrar o que você faz, como você faz e pra quê você faz é bem complicado. Ser freelancer já é complicado de modo geral, ser fotógrafo é ainda pior. Para muitos fotografar é apenas ter uma câmera, diversão e hobbie. E com tantas outras dificuldades se mostrar para o seu público é mais um desafio!


helosaaraujo-gestante

 Profissão Fotografia: Qual a sua área da fotografia?

Depois que finalmente decidi ser fotógrafa (a primeira fase difícil), muitas outras fases surgiram, assim como inúmeras crises financeiras e psicológicas (intermináveis até hoje). Em meio a essas crises vieram muitas aprovações, tanto pessoais como do próprio mercado. E foi assim que percebi que não adianta mais sair atirando para tudo que é lado, é necessário se definir dentro da área, escolher a sua categoria, entender o seu público alvo, definir estratégias de marketing, comunicação visual e estilo. E não pense que depois é só correr para o abraço, não é tão simples assim.

tumblr6

Escolher a sua área dentro da fotografia é bem complicado. Perceba que cada área da fotografia tem o seu próprio público alvo, e dentro de cada categoria dessa você tem que pensar diferente. Se você resolver escolher mais de uma área, então você vai precisar de mais de uma estratégia!

Uma das minhas categorias é fotografia Newborn, Gestantes e Nascimento.  Depois de muito tempo trabalhando, percebi que eu estava procurando meus possíveis clientes nos lugares errados, de forma errada com as pessoas erradas. Percebi (por intermédio da minha garota propaganda favorita Lígia Nottingham) que meu público encontra-se na classe alta, elitizada, que adora atualizar as fotos de família, que prefere contratar uma profissional do que tirar fotografias amadoras em casa e que gasta com um lindo álbum de fotografar mês a mês do seu bebê.

boa

Lembrando que essa é apenas uma das minhas categorias, ou seja, são várias análises e estratégias para desenvolver. Dessa forma, deixo aqui a minha dica: Procure se encontrar dentro da fotografia, e depois de se encontrar, encontre o seu público alvo, gaste um pouquinho com profissional da comunicação para lhe ajudar a divulgar o seu trabalho de forma correta, faça um site com seu nome ou da sua empresa, gaste, invista e corra atrás, o mercado está apertando, somos muitos e se você não escolher o seu estilo a tempo, ‘fazer de tudo’ não ajudará!

helosaaraujo-gestante

Boa sorte com a sua história e depois venha me contar como foi a sua experiência! 😉

Por trás das lentes! Joey Lawrence. Documentação da cultura Mentawai, na Indonesia!

Da série Por trás das lentes! Joey Lawurence que nasceu no Canadá e mora em Nova Iorque, é um fotógrafo documental e publicitário com um trabalho lindo, quase que de doação. Doação de olhar, de observação, de captura e principalmente, de valorização de cultura, da cultura indígena (uma das minhas favoritas).

Vale muito a pena, você tirar uns minutinhos na hora do almoço para assistir a esse vídeo. 😉

[vimeo http://www.vimeo.com/12325384 w=500&h=281]