Yoga e Fotografia em Snow Acroyoga por Xavi Moya

Os belíssimos trabalhos não podemos deixar de compartilhar por aqui, não é mesmo. Agora que estamos de volta com todo gás (não por muito tempo – em breve mais a respeito), vamos aproveitar! Um trabalho lindo que une o Yoga e a fotografia com muita sintonia, respiração consciente, além desse lindo pó de Snow Acroyoga, registrado por Xavi Moya e os modelos são Andrea Suave e Jeremy Glen (de Vancouver).

Consegui falar com Xavi, e fui autorizada de publicar para vocês aqui no nosso Tem Na Fotografia. Para um final de semana cheio de inspiração e arte. Inspire, expire e aproveite!

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Artista da vez: Cindy Sherman

Cynthia “Cindy” Morris Sherman (Glen Ridge, New Jersey, 1954 – )

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Ganhadora do Prêmio Hasselblad de 1999 e do National Arts Awards três anos depois, Cindy Sherman é um dos nomes mais respeitados da fotografia e da arte no século XX. Em sua fotografia, geralmente ensaios compostos por auto-retratos, através da caracterização de personagens e estereótipos, Sherman usa seu corpo como veículo para discutir questões que afligem o mundo contemporâneo.

São e não são auto-retratos, em si (certamente não são selfies), na verdade a artista se transfigura em suas imagens, assume um papel e se torna outra. A própria estrutura do trabalho de Sherman nos permite discutir a veracidade do eu na fotografia. “Ora“, diz Barthes em seu livro A Camara Clara, “a partir do momento que me sinto olhado pela objetiva, tudo muda: ponho-me a ‘posar‘, fabrico-me instantaneamente um outro corpo, metamorfoseio-me antecipadamente em imagem“. Quando tomamos um auto-retrato somos capazes de nos reconhecer na imagem sem equívocos. Quando aludimos, porém, a metafísica da fotografia, é ingênuo afirmar que somos mais do que uma representação de nós mesmos, já que a fotografia é falha enquanto realidade, inclusive aquela em que somos conscientes de sermos objeto. “…uma imagem – minha imagem – vai nascer: vão me fazer nascer de um indivíduo antipático ou de um ‘sujeito distinto‘? Se eu pudesse sair sobre o papel como sobre uma tela clássica, dotado de um ar nobre, pensativo, inteligente etc! Em suma, se eu pudesse ser ‘pintado‘ (por Ticiano) ou ‘desenhado‘ (por Clouet)!“. Destas personalidades mostradas em suas fotografias não resulta um eu em particular, uma vez que o “eu“ se transfigura num sem número de “outros“.

Cindy Sherman nasceu em Glen Ridge, New Jersey, um subúrbio de NYC em 1954. Sua vida artística começou na State University College em Buffalo, onde iniciou os estudos pela pintura. Depois de algum tempo, frustrada, voltou-se para a fotografia: “…não havia nada mais a dizer [através da pintura]. Eu estava meticulosamente copiando outra arte e então percebi que poderia usar apenas uma câmera e colocar o meu tempo em uma idéia em vez disso.“

 

Untitled Film Stills

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Untitled Film Still #17 1978, reprinted 1998 by Cindy Sherman born 1954

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Untitled Film Still #53 1980, reprinted 1998 by Cindy Sherman born 1954

Provavelmente seu trabalho mais famoso e reconhecido até agora, Untitled Film Stills (1977 – 80), coloca a artista no papel de atrizes de filme B e noir. Usando os elementos do auto-retrato, Sherman se transforma em típicos estereótipos do cinema: a dona-de-casa, a esposa, a prostituta, a mulher aflita, a dançarina, a atriz.

Para que uma obra de arte seja considerada um retrato, o artista deve ter a intenção de retratar uma pessoa específica, real. Isso pode ser comunicado através de técnicas como a nomeação de uma pessoa específica no título da obra ou a criação de uma imagem na qual a semelhança física leve a uma individualidade emocional única para uma pessoa específica. Enquanto estes critérios não são as únicas maneiras de conotação de retrato, eles são apenas dois exemplos de como Sherman cuidadosamente se comunica com o espectador e que essas obras não são feitas para retratar Cindy Sherman a pessoa. Por nomear cada uma das fotografias “Untitled” seguidas de uma numeração, Sherman despoja as imagens de personalidade.1

Ainda em 1980, Sherman criou uma série de fotografias intitulada “Rear-Screen Projections”, similarmente a Untitled Film Stills, a artista posa em frente a cenas projetadas numa tela branca.

 

Rear-Screen Projections

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Artforum “Centerfold“

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Em 1981, Sherman recebeu uma encomenda da respeitada revista Artforum para fazer uma série de fotografias para uma de suas próximas edições. Sherman começou a apresentar uma série de imagens com um olhar estético coeso: a câmera foi colocada acima da artista, muitas vezes agachada no chão ou como se estivesse em um estado de devaneio. Esta série, bem como uma série adicional com Sherman vestindo uma túnica cor de rosa, foi rejeitada pela editora da Artforum, Ingrid Sischy, que alegou que estas fotografias “poderiam ser mal interpretadas.”

Posteriormente, uma das imagens deste ensaio (acima) foi vendida em um leilão na casa Christie‘s pelo valor de U$ 3,89 milhões, o valor mais alto por uma fotografia até então.

 

Disasters and Fairy Tales

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Fotografada de 1985 à 1989, a série “Disasters and Fairy Tales“ rompe o estilo tradicional do trabalho de Sherman que, pela primeira vez, não é a modelo principal de suas imagens.

Para “Disasters and Fairy Tales“ Sherman utiliza uma grande variedade de técnicas de maquiagem, máscaras e próteses para criar uma representação verdadeiramente chocante e grotesca do corpo, justamente o contrário do que se pode imaginar quando se lê “Fairy Tales“. Ao contrário, esta série explora um gênero oposto, o dos filmes de horror. A luz é outro importante elemento que se destaca na criação do mórbido ambiente composto por “cadáveres“, próteses de partes do corpo e lixo.

 

History Portraits

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Usando um trabalho espetacular de maquiagem e caracterização, em History Portraits (1988-1990), Sherman volta a se colocar na posição de modelo, interpretando arquétipos de pinturas famosas. Enquanto algumas imagens fazem referência direta a grandes pinturas, a maioria retrata de uma maneira genérica o estilo renascentista e principalmente barroco. É notável a presença do chiaroscuro empregado por Caravaggio e seus seguidores. Sherman também usa próteses de partes do corpo para aumentar suas próprias proporções nesta série, descaracterizando-se totalmente pela primeira vez, em algumas das imagens a artista se torna absolutamente irreconhecível.

Abaixo, trechos da entrevista da ONG Art21 feita à ocasião da exposição de History Portraits:

Art21 Qual foi o ímpeto para History Portraits?

Cindy Sherman Esta peça [Untitled (# 183 A)] foi mais ou menos por onde tudo começou. No final dos anos 80, fui convidada a fazer algo com uma empresa que queria artistas para fazer objetos que fossem funcionais, mas obras de arte. Eles sugeriram que eu fizesse alguma coisa com Limoges e me convidaram para a sua fábrica, onde tinham moldes de tudo o que já tinha feito. Eles tinham um monte de coisas que Madame de Pompadour tinha projetado quando estava envolvida com o rei Luís XV. Eu decidi usar uma terrina feita por ela e fiz todas essas fotografias livremente baseadas nela.

A21 É a própria Madame de Pompadour ou é a sua idealização dela?

CS Como tudo o que eu faço, eu realmente não estava tentando copiar qualquer imagem de Madame de Pompadour, mas queria que se parecesse com alguém como ela. Um ano depois que fiz isso, eu tinha um show em Paris, que coincidiu com uma grande celebração da Revolução Francesa. E assim, na continuidade do tema de Madame de Pompadour, eu fiz uma série de personagens que foram inspirados em minha pesquisa sobre Revolução e todo esse período. E comecei posar mais como homem.

A21 Me fale mais sobre sua pesquisa.

CS Eu costumo comprar um monte de livros e arrancar suas páginas e colá-las na parede. Refiro-me a eles de maneira mais enciclopédica e apenas uma parte de tudo é absorvida. Então, quando estou pronta para fotografar, vou ver o que eu tenho disponível. Eu acho que com [Untitled (# 224)] eu tinha todas essas uvas e folhas e pensei: “Isso é uma coisa tão fácil de fazer, copiar Bacchino Malato de Caravaggio”.

Quando estava em Roma, tive que ir aos mercados de lá porque eu não tinha levado muitos figurinos e adereços comigo. Eu esperava comprar as coisas lá. As mangas em [Untitled (# 209)] foram cortados de um vestido e adicionadas ao corpete de outra coisa. E a parte branca é apenas uma camisa que eu escondi por dentro. Eu provavelmente vi alguma pintura com uma cruz na cabeça em algum lugar e e isso entrou também. Eu não estava copiando nada em particular.

A21 Me parece que as pessoas pensam mais sobre trabalho nos termos da criação de outro personagem ou figura. Mas você também pensa sobre a criação de uma atmosfera?

CS Sim. Em alguns, eu crio um fundo por trás de mim e tento fazer parecer que é o ambiente em que essas pessoas estavam vivendo. Se estou filmando em um lugar interessante, vou usar as peças já existentes da sala para criar uma atmosfera, por exemplo, a parede atrás do personagem em [Untitled (# 210)]. Mas em outros lugares, como meu estúdio, onde não é atmosférico, posso armar um tecido e outras coisas atrás de mim para tentar criar a atmosfera.

 

Sex Pictures

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Provocada pelo controverso financiamento da NEA em 1989 envolvendo fotografias de Robert Mapplethorpe e Andres Serrano na Corcoran Gallery of Art, bem como a forma com que Jeff Koons modelou sua mulher atriz pornô em “Made in Heaven”, Sherman produziu a série Sex Pictures, naquele mesmo ano.2 Pela primeira vez ela ausentou-se completamente das imagens.

Estas imagens foram produzidas pra chocar, uma vertente da arte contemporânea que o próprio Jeff Koons executa muito bem, elas confrontam o observador com seus sentimentos a respeito de sexo e sexualidade. O mais chocante talvez se mostra na representação agressiva da sexualidade, por meio de manequins e próteses, fazendo a ação acontecer dentro da cabeça do espectador, trazendo a tona seus tabus e fetiches, pondo à prova a moral à qual foi ensinado a crer. Ademais, nos faz questionar nosso próprio corpo e nossos limites.

Expor de forma tão grotesca o sexo numa sociedade ocidental cristã ainda recheada de preconceitos e menos liberal do que ela própria se acredita é um passo importante na discussão sobre a repressão do desejo sexual e suas consequências sociais, bem como o que é associado a ela, tanto em sua forma subjetiva, das psicopatologias, quanto sua forma coletiva, dos crimes sexuais, embora, infelizmente, muito frequentemente tais questionamentos não atinjam de modo eficaz a porção conservadora da sociedade.

 

Metro Pictures e Society Portraits

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Em seus trabalhos mais recentes (2003 – 2004 e 2008), Cindy Sherman volta a caracterizar e interpretar personagens, porém acentua sua crítica: ao consumo e o papel da mulher na sociedade.

Em mais um belo trabalho de maquiagem e caracterização, as imagens mostram genericamente mulheres comuns, que logo se supõe estereótipos da classe média americana (em Metro Portratis), e da alta sociedade (em Society Portratis). De estética essencialmente retratista e simplista, mais um catálogo de estereótipos do que fragmentos narrativos como em untitled film stills, várias questões podem ser levantadas a respeito destes retratos: a hierarquização da sociedade bem como o abismo que separa as classes mais baixas da classe alta; rememorando os imensos catálogos sociais feitos no século XIX e começo do XX, aonde não raro os socialmente bem sucedidos eram retratados em fundo neutro, como se sua própria imagem falasse por si, enquanto os pobres eram postos em cenários elaborados de acordo com sua profissão, algo que fizesse deles quem são, aqui Sherman inverte os papéis, dá voz e personalidade à classe média, embora ainda as caracterize vagamente por suas profissões através do vestuário, ao passo que as senhoras da alta sociedade são similarmente caracterizadas como se fossem a mesma pessoa, ostentando suas posses a despeito de sua individualidade. Esta postura é ainda reforçada por se tratarem de caracterizações, e não de pessoas reais, o que faz com que seja possível crer em sua argumentação.

Society Portratis também flerta com a arte Rococó, antes no tema do que na estética, quando faz alusão a aristocracia fruindo a vida confinada em sua fortaleza enquanto a bastilha era tomada (ou a vida real acontecia) do lado de fora. Este contraste social explícito nos faz questionar o modelo de vida contemporâneo que seguimos, aonde alguns tem muito e outros muito pouco.

 

Observando o trabalho de Cindy Sherman em retrospectiva, podemos constatar um amadurecimento no sentido da crítica aos paradigmas sociais a despeito da construção de ficções através de fragmentos como em seu primeiro trabalho. Ao criar personagens e fazer alusões, Sherman leva à crítica ao campo da interpretação e torna ainda mais ampla sua metáfora contemporânea.

Atualmente, Cindy Sherman continua produzindo em seu estúdio em Nova Yorque, onde vive.

 

Links

Official Site http://www.cindysherman.com

MoMA Online Exibithion http://www.moma.org/interactives/exhibitions/2012/cindysherman/#/0/

 

Ballet, movimento, nudez e areia, inspiram Ludovic Florent

Ballet, movimento, nudez e areia são as principais inspirações para o fotógrafo Ludovic Florent, francês e possivelmente sensível e com um olhar bem claro voltado para as expressões artísticas. Seu trabalho acaba representando obras de arte em movimento. Por todos os lados essas fotografias são envolvidas por técnicas, sejam elas musicais, imagéticas, esculturais, históricas, tecnológicas, etc. Florente capitou com maestria cada movimento, com o auxílio da areia, conseguiu envolver os bailarinos nús por uma aura incontestável. Lindo de se ver.

Podemos dizer que, se ainda existe arte, movimentos fotográficos artísticos, estão manifestados em trabalhos como esse, de Ludovic Florent. Vamos as inspirações?

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Burroughs, Lynch and Warhol

Três mostras simultâneas na London’s Photographers’ Gallery (eu também gostaria estar lá) exploram as imagens de três artistas famosos em outras mídias. Do diretor multimídia David Lynch, à Andy Warhol e (o escritor) William Burroughs.

William Seward Burroughs II, nascido em 1914 no Missouri, USA, foi um escritor contemporâneo à [Charles] Bukowski e, junto com este, deu a base e abriu caminhos à Beat Generation que estava por vir no fim dos anos 50. Seu magnum opus foi o romance “Junkie”, cujo enredo retratava o submundo das drogas e da homossexualidade, a partir de suas próprias experiências, não deixando de ser também uma cruel crítica social à ordem vigente na américa do pós guerra, como toda a contracultura da época. O livro, porém, sofreu com a censura em diversos países até não muito pouco tempo atrás. Além de escritor, Burroughs também se envolveu com a música, tendo participado de álbuns de diversos artistas, e pintura.

William S. Burroughs, Jack Kerouac, Tangier, 1957

Jack Kerouac, Tangier, 1957

Unknown Photographer, Burroughs in the Villa Mouniria Garden, Tangier

Burroughs in the Villa Mouniria Garden, Tangier

William S. Burroughs, Midtown Manhattan, 1965

Midtown Manhattan, 1965

William S. Burroughs, Untitled, c1972

Untitled, c1972

William S. Burroughs, Untitled, 1975

Untitled, 1975

Ian Sommerville, Infinity, Paris (Beat Hotel), 1962

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Uma vez perguntei a uma mulher se ela conhecia Andy Warhol, ela me respondeu que não. Se não fosse por [Marcel] Duchamp, penso eu, e Andy Warhol, as artes plásticas não seriam nada do que são hoje. La Fontaine de Duchamp deu o primeiro pontapé rumo a uma arte voltada ao cotidiano industrial e suas implicações, que começavam a se tornar a cara da sociedade moderna. Mas foram Andy Warhol e a arte pop, da qual ele foi o máximo expoente, os responsáveis por elevar o artista ao patamar de celebridade, e expor a arte a sua reprodutibilidade.

Warhol foi pintor, ilustrador, cineasta, fotógrafo e agitador cultural. Conhecido principalmente por suas serigrafias, filmou um sem número de curtas, médias e longas metragens experimentais de temas banais, como um plano seqüência mudo em preto e branco do edifício Empire State Building, de mais de oito horas, filmado continuamente e em câmera lenta. Seu estúdio, “The Factory”, foi responsável por alçar nomes como [a banda] The Velvet Underground, [o fotógrafo] David LaChapelle e [o pintor] Jean-Michel Basquiat.

Quanto às suas fotografias, além das apresentadas aqui, de cunho mais experimental, Warhol possuía um enorme acervo de polaroids com temas cotidianos, encontros, festas e auto-retratos.

Andy Warhol, Buildings,  1976-1987

Buildings, 1976-1987

Andy Warhol, Gay Pride, 1976-1987

Gay Pride, 1976-1987

Andy Warhol, Jerry Hall, 1976-1987

Jerry Hall, 1976-1987

Andy Warhol, People in the Street, 1976-1987

People in the Street, 1976-1987

Andy Warhol, People in the Street, 1976-1987

People in the Street, 1976-1987

Andy Warhol, Young Man holding a Glass, 1976-1986

Young Man Holding a Glass, 1976-1986

Eu imagino se existe algum campo que David Lynch ainda não tenha explorado. Além de cineasta e diretor de televisão, produtor, escritor e artista visual, (me corrijam se faltar alguma ocupação) ocasionalmente atua e tem sua própria casa noturna exclusiva em Londres. Quanto a nós, ficaremos felizes se conseguirmos fazer metade disso na vida. Mais conhecido por seus filmes de ambientação experimental como Blue Velvet e Eraserhead, Lynch foi antes um pintor, tendo produzido inúmeros trabalhos, compôs oito álbuns de música eletrônica (que contam com videoclipes não menos estranhos) além de estar envolvido em diversos projetos, muitos deles ligados a seus filmes. Como designer, fez móveis, assim como também concebeu o desenho de sua casa noturna “Silencio”, inaugurada em 2011.

Tudo que David Lynch concebe, contém sua estética própria, sombria e confusa. Assim não poderiam deixar de ser suas fotografias.

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David Lynch, Untitled (England), late 1980s early 1990s

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[via The Guardian]

Fotografia e Dança por Alexander Yakovlev

Quem já estudou dança, mesmo que por um breve tempo, sabe que cada movimento é preciso e pensado, sabe que as formas, o ritmo, a posição dos dedos da mão, dos pés, dos joelhos, dos ombros e de todo o corpo funcionam como um sistema/movimento que da vida aos sons (não que eles não sejam vivos por si), que da vida aos palcos, aos teatros, à música.

A fotografia com a sua bela capacidade de congelar um breve instante de tempo, congelou esses movimentos com o olhar de Alexander Yakovlev, um fotógrafo de Moscow, que exala arte através de sua sensibilidade ocular. Muito bonito mesmo de ver: cada gesto, cada passo, cheio de movimento, congelado pela fotografia.

Vamos nos inspirar?

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Laura Visigalli mostra que sabe trabalhar muito bem com o desespero


Não existe um trabalho melhor que o outro, existem olhares diferentes com diferentes inspirações. A inspiração de Laura Visigalli é escura, é sombria e é linda. Dor, desespero, agonia, carência e melancolia são apenas os sentimentos mais expostos e claros que podemos decifrar com poucos minutos de observação.

Quando vejo algo assim, cheio de sentidos, de emoções que nos faz pensar, que realmente nos faz refletir sobre diversos aspectos (tanto dos nossos próprios sentimentos e pensamentos, quanto da nossa própria relação direta com a fotografia) me deixa extremamente feliz com uma sensação de que tudo está exatamente aonde deveria estar, sem nenhuma vírgula para ser dita.

As fotografias se encaixam, o cenário também e eu nem preciso falar dos modelos. Com uma temática clara, edição e produção acabam sendo desenrolados com facilidade. Outra característica que podemos observar é a linguagem usada, algo extremamente necessário belas composições conceituais como essa.

Apreciem! 😉

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Uma fotógrafa e seu cão – Candice Sedighan e Champ

Como sou apaixonada por cachorro, principalmente os fofinhos, me apaixonei pelo Champ e as fotografias de sua dona Candice Sedighan. Pena que não consegui descobrir se ela é realmente uma fotógrafa profissional, ou se simplesmente resolveu se divertir tirando fotos de seu lindo cãozinho Champ e de quebra, fotografa também o cãozinho da sua irmã, Pugsly.

Mas, em meio a várias tentativas de pesquisas, descobri que ela reside em Los Angeles (California), que te apenas 20 anos. E basicamente  uma vez por semana ela produz uma fotografia nova de seu cão e do cãozinho de sua irmã. O mais divertido de tudo isso é que ela produz mesmo, sabe? Monta cenários, figurino (se preciso), a locação é sempre bem pensada, e com inúmeros acessórios. Apesar da gente saber que é fake, montado, a gente se encanta pela forma como ela monta tudo, pela forma como ela transforma tudo isso em algo muito lindo de ver. Algo também interessante é a forma como ela distribui isso em seu flickr, ela conta a história daquela semana, do que está acontecendo com o seu companheiro, e como está sendo sua vida, isso dá um valor enorme a cada foto feita.

Cenas surreais que poderiam ser reais, que existem em nossos sonhos e pensamentos. E quem tem um cachorrinho em casa como eu, se apaixona por esse trabalho, que além de lindo, é dedicado por alguém que mostra pro mundo que ama seu cãozinho.

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Três olhares, três fotógrafas: Linda Raymond, Dona Yamazaki e Claudia Fernandes

O que essas três fotógrafas tem em comum? Eu imagino que vocês já sabem a resposta: O Olhar. Uma resolução super clichê com uma forma nada criativa de se desenrolar uma história, confesso, mas, com lindas fotografias como as dessas três fotógrafas, Who Cares?  Semana passada um artigo meu foi publicado no Fotografe Uma Ideia falando justamente sobre como a fotografia consegue mudar vidas, essas fotógrafas foram totalmente tocadas pela fotografia e pelo olhar, o sentido da vida foi completamente absorvido pela capacidade de percepção que hoje, elas têm. Cada detalhe acaba ganhando um novo sentido, um novo valor, e isso é lindo!

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Linda Raymond, Dona Yamazaki e Claudia Fernandes. Três fotógrafas que se dedicam diariamente a fotografar as coisas simples do dia a dia de forma diferente, de forma singela, criativa e delicada. O olhar de cada é diferenciado basicamente pelos seus subjetivos, suas próprias histórias e vivências que fazem com que cada uma dessas histórias sejam contadas de forma diferente.

Linda Raymond

Essa é francesa, nascida em Montreal começou a levar a fotografia a sério a 3 anos. Desde então, carrega a câmera para todos os lugares que vai. Os seus principais modelos são seus gatos, seus filhos, sua vida. Na profissão, faz retratos, fotografia de família e comportamento.

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Dá pra perceber em sua galeria que Linda é uma pessoa caseira, que adora fazer as coisas em casa, que curte o clima frio com a família e que dá valor as pequenas coisas da vida.

Dona Yamazaki

Nascinda em Taiwan e residente em Tokyo, Yamazaki tem um olhar diferente de Lina – Começou a fotografar quando a filha de sua amiga nasceu, e desde então não parou de documentar tudo o que faziam, o diferencial disso tudo é que ela usa câmeras como polaroid, filme, completamente analógico. E o que faz toda a diferença, né? Essas fotografias que escolhi, foram clicadas por Dona com uma Hassselblad 500cm.

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Com um olhar e estilo de vida completamente diferente de Linda Raymond, Dona Yamazaki gosta de sair de casa para fotografar, do ar fresco e do cheiro do campo. Incrível como as fotografias podem falar bastante de uma pessoa.

Claudia Fernandes

Já a Claudia conheceu a fotografia muito cedo. Foi uma daquelas crianças que sempre tinha uma câmera na mão e fotografava sempre tudo. E cresceu com esse costume. Fotografando as amigas, a família, as ruas, a vida, seus dias, e suas atividades. Nascida em Lisboa, a portuguesa hoje vive na Alemanha, em Berlin. Tão analógica quanto Dona Yamazaki e não tão caseira quanto Linda Raymond, Claudia passeia entre esses dois estilos de vida, porque na verdade, o que Claudia quer é fotografar. Uma Jornalista que passou a ser Copywriter, não deixa nada escapar de suas lentes analógicas.

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Entre visões internas e externas, Claudia Fernandes acaba se diferenciando pelos seus autoretratos, que dão um novo rumo as suas imagens analógicas.

Com qual das três você se identificou mais?

Boris Kossoy, fotógrafo

O Fantástico sempre esteve contido na obra fotográfica de Boris Kossoy, segundo sua própria definição “todo registro é obtido a partir de um complexo processo de criação/construção do fotógrafo; portanto, trata-se de uma elaboração que tem o ficcional como componente constituinte – por natureza. A fotografia sempre se presta – ou é planejada – a atender determinados usos. Daí não ser um registro objetivo da realidade e, sim, suporte de um processo de construção de realidades: ficções documentais.” Em sua primeira publicação “Viagem pelo fantástico“, nos é apresentado o irreal em sua forma literal por meio de imagens que causam estranheza, a meu ver, não por seu conteúdo aparentemente surreal, mas paradoxalmente por sua natureza possível, que entra em conflito com este surrealismo por meio da característica essencial de toda fotografia como registro da realidade – dada a presença do referente. Toma forma então o que vou denominar metalinguagem imagética, uma vez que o tema irreal da obra de Kossoy se encontra representado por um suporte que em sua natureza, na verdade, não reproduz de forma fiel a realidade, mas a interpreta, ja que “a vida não são detalhes significativos, instantes reveladores, fixos para sempre. As fotografias sim”.

Boris Kossoy temnafotografia

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Boris Kossoy temnafotografia

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Kossoy foi também fundador do Grupo Photo Gallery, reunindo fotógrafos de diversas áreas a fim de criar um Mercado da fotografia, ainda insípido no Brasil na década de 70: “Nosso projeto era o de criar um mercado para a aquisição da fotografia como objeto de arte, uma proposta que tinha um fim educativo de demonstrar a importância da fotografia como forma de expressão.”

Posteriormente porém, Kossoy passa a buscar o componente fantástico oculto na realidade em oposição à representação plástica de “Viagem pelo fantástico”.

Boris Kossoy temnafotografia

“Para mim o fantástico continua naquele senhor sentado em um banco no parque que remete ao filme Blow up. O fato de ele não saber que tirei essa fotografia – provavelmente já morreu e nunca a viu – mas continuar vivendo na imagem remete à ideia de outras vidas, de outros mundos.”

Também torna evidente em suas “Cenas de Nova Iorque” o interesse pela arquitetura, profissão na qual é formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

boris kossoy cenas de new york

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Boris Kossoy cenas de new york

Já em “Cartões Anti-Postais“, se interessa em retratar uma realidade não ideal do Brasil, em oposição à um país que sustentava um ideal de beleza ufanista durante o regime militar.

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Como visto nos ensaios anteriores, o fantástico deixa de ser o tema da fotografia de Boris Kossoy e passa a fazer parte da sua estética. É preciso atentar à livre associação que nos apresenta o fotógrafo, quando justapõe, numa mesma imagem, elementos conflitantes, como uma cena encontrada ao acaso, porém, devidamente produzida para causar ao espectador um sobressalto. Sustentado pela interpretação da realidade proporcionada pela imagem fotográfica, o artista Kossoy situa sua fotografia num ponto de vista extremamente particular que nos induz a pensar naquela “ideia de outras vidas, outros mundos”, o mundo-imagem que, fazendo alusão a nossa realidade, conserva sua própria ordem.

Boris Kossoy nasceu em São Paulo, 1941, e durante quase 50 anos se curvou sobre a problemática da fotografia sendo conhecido sobretudo por suas publicações teóricas que contam mais de uma dezena, entre eles “Realidades e Ficções na trama fotográfica” (Ateliê Editorial 2002), “Os tempos da fotografia, o efêmero e o perpétuo” (Ateliê Editorial 2007) e “Fotografia e História” (Ateliê Editorial, 2001). É atualmente professor titular de Pós-Graduação na Universidade de São Paulo e membro do Conselho Consultivo da coleção Pirelli-Masp, além de continuar seu trabalho como Pesquisador e Historiador na área de Fotografia.

KOSSOY, Boris. Em entrevista para o jornal O Globo, Setembro, 2010.

SONTAG, Susan. Sobre Fotografia, Companhia das Letras, 2004.

KOSSOY, Boris. Em entrevista para a revista Digital Photographer Brasil, Março, 2012.

Light drawings de Pablo Picasso

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Pablo Picasso, um dos grandes pintores do século XX, foi um dos fundadores do movimento cubista e revolucionou toda a estética vigente na pintura.

De maneira breve, posso dizer que a vanguarda cubista em sua fase analítica constrói o espaço pictórico a partir de todas as vistas possíveis de um assunto, baseado na premissa de que, se uma vista frontal é verdadeira, a vista por trás o é igualmente verdadeira, assim como as demais e, para representar o objeto na sua totalidade, mostra-o todo no mesmo instante através de planos sucessivos e sobrepostos, fragmentados. Em sua fase sintética, além de tentar tornar a representação mais identificável, incorpora a colagem à pintura, destruindo “o preconceito de que a superfície do quadro era um plano para além do qual se distinguia a invenção de um acontecimento: a pintura, a partir de agora, é uma construção cromática sobre o suporte da superfície”*.

Já em 1949, o fotógrafo Gjon Mili fez uma visita ao pintor e mostrou algumas de suas fotografias de patinadores com pequenas luzes afixadas aos patins pulando em uma sala escura. Picasso deu à Mili 15 minutos para experimentar a técnica, e ficou tão fascinado que posou para cinco ensaios, criando no ar cerca de 30 imagens de centauros, touros, perfis e sua própria assinatura.

Publicadas pela revista LIFE, essas imagens são quase desconhecidas, ofuscadas por sua imensa obra pictórica, sem deixar, porém, de serem igualmente estimulantes.

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*ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna, Companhia das Letras, 1992

O ensaio melancólico de Niki Aguirre

Niki Aguirre é uma fotógrafa super criativa do norte da Virgínia! Ao falar do seu trabalho e sua ligação com a fotografia, ela demonstra uma grande ligação com religião, com o criador e com energias. Eu amei o seu trabalho, super inspirador, e principalmente por sua energia melancólica. Quando vemos um trabalho como esse podemos ter a certeza que se trata de um operador (no caso, a Fotógrafa) bastante sensível e enigmático!

Em todas as imagens o/a modelo se encontra de forma com aspectos nitidamente tristes, em momentos bastante introspectivo com uma carga sentimental nível hard! O cenário é aquele fantasioso que todos nós gostamos bastante e o que me lembra muito os nossos sonhos, quando não estamos nos sentindo muito bem e acabamos nos encontrando com cenas como essas. Ilusões, angustias e a melancolia muitas vezes são sentimentos que ajudam muitos a criar, inclusive grandes artistas pintores conseguiam viver em momento de criação e em constante melancolia.

Mas dentre todos esses sentimentos ruins, o que eu mais vejo é a morte. Vocês lembram quando escrevi sobre a Fotografia e a Morte? Então, aqui elas se relacionam de novo, de uma outra forma, sutilmente. A morte, a despedida, a dor, a saudade, solidão e a depressão. Sentimentos que se agravaram com os problemas da contemporaneidade e viraram assuntos de rotina de muitas pessoas, principalmente artistas.

Bom, esse tipo de fotografia não é do tipo que faço, mas é do tipo que me inspira! Espero que inspire bastante você também! 😉

O ensaio melancólico de Niki Aguirre

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A inspiração de hoje fica por conta do fotógrafo Joel Robison

Não tem nem como eu fazer uma análise do trabalho desse fotógrafo, cada imagem deve ser observada individualmente e isso é muito grandioso! Conseguir montar uma comunicação a partir de um conjunto de imagens já é bastante complicado e requer muita inspiração e criatividade, imagina criar uma história para cada fotografia?

Os elementos são a grande chave para esse lindo sucesso, Joel Robison tem habilidades extras com objetos e sabe muito bem usá-los! Trata-se de imagens surreais, sabemos que nada disso é possível, sabemos que tudo isso foi montado, é fake. O que é vendido nas fotografias de Joel é a ideia, a composição, a intenção. E você conseguir se imaginar em cada composição como essa é magnífico! Aproveite e faça isso, tire 5 minutos de descanso e se coloque no lugar de cada personagem de cada situação, você vai se divertir!

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