Punks, posers, fumaça e um quartilho: a vida no metrô londrino belamente capturada nos anos 1970 e 80

– Bob Mazzer, agora com 65 anos, originário de Whitechapel, east London, narrou uma vida enquanto viajava pela cidade, onde trabalhava como projetor de filmes.

– Usando sua confiável Leica M4 para fazer as fotografias.

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Os rockers estão lá em suas jaquetas de couro com spikes, exibindo orgulhosamente suas tatuagens; assim como os punks e os menos conscientes da moda, passageiros habituais – como uma senhora de meia-idade segurando um litro de cerveja sentada em um banco, numa época em que os pisos nos vagões ainda eram de madeira.
Esse era o cenário no metrô de Londres na década de 1970 e 80, belamente capturadas pela câmera por Bob Mazzer, cuja crônica da vida no metrô foi um acidente feliz.
Agora com 65 anos, Mazzer, de Whitechapel, no East End, costumava ser um projetista de cinema em King`s Cross – um trabalho que o obrigava a ir para casa tarde da noite.
E foi aí que alguns de suas melhores fotografias foram tiradas: de pessoas dormindo nos trens; foliões na cidade, casais se beijando, e jovens pulando as catracas fechadas.

“Eu sentia que o metrô era meu e eu estava lá para tirar fotos. Era como uma festa “, ele disse ao Evening Standard.
Mazzer sempre esteve com sua fiel Leica M4 junto com ele e começou a fotografar à distância.
Mas foi só mais tarde que percebeu que tinha reunido uma verdadeira coleção de imagens da vida no subsolo.

Sua paixão pela fotografia realmente decolou, enquanto ele estudava na Woodberry Down School, aonde tinha um quarto escuro.
Nessa época, ele também começou a frequentar a Saturday Art Club no Hornsey College of Art, onde mais tarde viria a se inscrever.
Foi em 1976 que adquiriu a câmera que usou para capturar suas fotografias subterrâneas – uma Leica M4 preta laqueada com uma lente de 35mm.
Esta foi muito superior a sua câmera Sporty – uma ‘porcaria de câmera pequena de plástico e lata” foi como ele descreveu ao Spitalfieldslife.
Nos primeiros dias, ele usou um Kodachrome 25, um filme lento feito para fotografar à luz do sol.
Mas os resultados falam por si: imagens maravilhosas que remetem a uma época anterior a de um mar de celulares iluminando os vagões.

 

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Publicado originalmente por Nick Enoch, via Daily Mail

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Um pouco de inspiração urbana faz bem – Rob Smith

Rob Smith é um funcionário com cargo administrativo em Shanghai e fotógrafo de coração.  Contribui para o Getty Images e ganha a vida assim, com várias funções. Vida corrida? Imagina! O olhar do fotógrafo está para isso mesmo, ele vive, ele respira e ele fotografa.  Por onde ele passa, ele consegue enchergar cenas lindas, com sua câmera a tira colo, nada escapa de suas lentes.

Tanto em cores, como em P&B, o resultado é fantástico! Com tantos detalhes com uma grande profundidade de campo que a fotografia se aproxima de uma pintura, sem deixar vazão para qualquer falta de nitidez. Lindo! Vamos nos inspirar!

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Fotojornalismo militante

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Arrisco dizer que hoje, o principal suporte de comunicação na era pós-moderna é a fotografia jornalística.

O mundo é imagético, aprendemos a conhecê-lo por suas representações antes mesmo de aprender a falar, na infância, e o estímulo visual vem sempre antes do verbal. É comum ler uma revista ou manchete de jornal por ter-se interessado pela imagem que a ilustra, porque a imagem vem sempre antes da palavra, e a exemplo do que foi dito aqui toda imagem jornalística acompanha ou vem acompanhada por uma legenda que assume o papel de elo de ligação entre espectador e acontecimento.

No princípio, as recentes manifestações foram recebidas com conservadorismo. A mídia tradicional na tentativa de desmoralizar a revolta popular caracterizando manifestantes como vândalos e baderneiros e os jornais divulgando imagens de violência. Uma semana passada e a máscara caiu, esta mesma mídia, com a verdade estampada que circulava em massa na internet e tendo muitos de seus profissionais, jornalistas e fotógrafos, feridos pela polícia militar em um episódio ditatorial de repressão, foi obrigada a mudar seu discurso. Começaram a ocorrer fotografias de ruas tomadas e cartazes de repúdio a violência.

O que é interessante discutir sobre os fatos recentes é que a fotografia jornalística difundida pelos meios tradicionais de comunicação, assim como o vídeo, pela televisão, tem como objetivo fundamental atestar a realidade que se apresenta, pois tem a propriedade de pressupor a verdade. Esquecemos, entretanto, que a fotografia mente. Ela representa a realidade de acordo com o interesse do fotógrafo, ou, neste caso, da posição política do meio ao qual está veiculada. E isto ficou claro durante os protestos de junho. Nós fotógrafos podemos optar por um enquadramento em detrimento de outro, dependendo de nossas intenções, e assim manipular a opinião de outras pessoas sobre um assunto, se assim se quiser. Cabe a nós decidir qual a verdade a ser contada. A fotografia como representação jamais poderá conter toda a verdade.

O que estranhamente a mídia tradicional não previu é que os próprios manifestantes pudessem contar sua versão, pela internet, com celulares e câmeras à mão e um poder de alcance mundial. Estes fotojornalistas, profissionais e amadores, conseguiram virar a opinião pública a seu favor, introduzindo luz sobre a unilateralidade de informação, coisa antes impossível. A mídia caiu, como também caiu a ilusão de que o Brasil é um país desenvolvido, economicamente estável e que sua população está satisfeita com o país em que vive.

A fotógrafa Rachael Hyde e suas fotografias inspiradoras

É sempre muito bom encontrar fotógrafas como essa que desde cedo cedem muitas inspirações e ensinamentos de vida através de suas fotografias. Já comentei várias vezes da importância que eu dou aos novos fotógrafos, aos novos estilos da fotografia, a esse estilo específico natural, as fotografias simples e principalmente a importância que eu dou a todos os tipos de olhares.

Rachel Hyde (Singapura) é uma jovem fotógrafa, com seus 18 anos já enxerga a vida de uma forma linda romântica e clara. Sabe onde focar, sabe o porque focar e sabe muito bem enquadrar. Usando equipamentos digitais e analógicos, a jovem com um olhar crítico não deixa nada que acontece ao seu redor passar despercebido. É realmente um olhar muito bom, para nós que estamos de uma realidade bem diferente da dela nos questionarem quais os nossos valores, como enxergamos a nossa vida.

Tudo isso, graças a fotografia.

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A fotografia urbana de Tom Ryaboi

A vida está cada dia mais corrida, temos milhões de compromissos todos os dias e o tempo nunca é o nosso aliado, não nessa situação. Quem é fotógrafo sabe e pira com tudo isso. As coisas vão acontecendo, as situação vão passando na nossa frente, os olhos piscam cada vez mais rápido de tanto agonia para assimilar tantos acontecimentos, a fotografia muitas vezes (ou todas as vezes) é uma ferramenta de abstração dessa correria, além de instrumento de trabalho a câmera muitas vezes nos consola, nos dá um apoio muito mais do que moral para continuar, seguir, já que documentamos tudo o que podíamos.

A vida de Tom Ryaboi é totalmente assim, urbana, movimentos, alturas, céu, estrelas, dias, e tudo ao mesmo tempo. Para escapar disso tudo, Tom viaja com sua fiel companheira, a câmera, e fotografa tudo isso de longe, enquanto relaxa, ele fotografa a loucura do mundo urbano. Muito bom, né? Vale ou num vale se inspirar?

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