Roda Viva com Sebastião Salgado

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Sebastião Salgado é com certeza um dos mais importantes fotógrafos brasileiros. De quando trabalhava para a legendária agência Magnum, alçou ao reconhecimento internacional ao ser o único fotógrafo a documentar o atentado ao então presidente dos EUA, Ronald Regan. A partir daí se transformou em um dos principais fotojornalistas em atividade no mundo, instantaneamente reconhecível por seu denso P&B, ganhou prêmios diversos e lançou ao todo 11 livros. Salgado acaba de lançar seu último livro intitulado “Gênesis”, resultado de oito anos fotografando em diversos lugares do planeta, que já se encontra na quinta reimpressão.

Com certeza vale a pena parar para ouvir o que ele tem a dizer.

 

http://www.youtube.com/watch?v=IL3Ou7Khl3A

 

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[via cmais+]

As melhores fotografias de Nelson Mandela

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Essa semana, como você já sabe, a terra perdeu um grande homem, e o céu ganhou mais uma estrela (uma das mais brilhantes). Nelson Mandela nos deixou e  nos deixou uma linda história cheia de ensinamentos. Infelizmente não são todos capazes de absorver tamanha maturidade de suas palavras e experiências apenas lendo ou observando, mas ao pensar que sua história sofrida serve de exemplo para muitos de nós, já é alguma coisa.

O principal líder da África Negra e referência de líder no mundo inteiro não podia deixar de ganhar minha singela homenagem aqui no nosso TNF, uma homenagem fotográfica (claro), com suas melhores fotografias. Afinal, alguém como ele que defendeu os direitos humanos com unhas e dentes  por 95 anos de vida, não podia ganhar nada menos do que isso, merecendo todo o nosso respeito pela sua figura e história eternamente.

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Dá para perceber em seu olhar ( em todas as fotografias – fator muito importante ) um carisma, uma força e uma felicidade por ser exatamente quem era.

P.s.: Os autores dessas fotografias são desconhecidos. Como fotógrafa não fico a vontade para colocar “Foto: divulgação” porque eu acho que ninguém foi batizado com o nome de “divulgação”. Então deixo aqui em aberto e justificado. Por favor, se você for autor de alguma fotografia dessa de Nelson, nos avise que ponho com todo carinho e respeito o seu crédito.

O Olhar Fotográfico nada quantificado

E por todo caminho que passo procuro um mestre para me direcionar para o caminho certo, nessa minha atual jornada de fotojornalista tive a sorte de encontrar dois grandes mestres, cada um com seu jeito bem definido. Um deles, enquanto contava uma de suas longas histórias cheias de ensinamentos, alertou a quem estivesse por perto que o que faz uma fotografia ser diferente uma da outra é o olhar. Eu sei que você já sabia disso, assim como eu, mas se você não estiver praticando o seu olhar, estiver apenas reproduzindo o que todos fazem, de nada adianta o saber.

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Não é simplesmente o saber que está em jogo, mas a percepção da grandeza que isso representa. Quando falamos de olhar, não falamos apenas de um olho em direção a um objeto/coisa/pessoa/situação, estamos falando de toda uma história cheia de pequenas histórias que todas juntas carregam características ao perceber situações diferentes. É tão subjetivo que pode até ser considerada, muitas vezes, uma atividade inconsciente.

A luz que você prefere, as aberturas que escolhe, os ângulos, os cortes, os enquadramentos, as cores, ou a ausência de cor, não são escolhidas por acaso, são técnicas que cada fotógrafo vai desenvolvendo ao longo de suas experiências fotográficas com a interferência direta da sua subjetividade, nascendo um estilo. Imagens que comunicam não só um fato acontecido, mas sim que mostram um olhar sobre algo que aconteceu. Isso é tão grandioso e tão banal.  A prática desse olhar sem preparo algum todos os dias com milhares de câmeras de todos os portes parecem diminuir o valor que tem de um olhar profissional, um olhar aprimorado, uma subjetividade treinada.

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É sempre uma luta ao quantificar um trabalho que você mesmo procura adicionar diferenciais a todo o instante, quando na verdade a sua subjetividade que deveria pesar ao diferir de todo o resto do mercado de trabalho. São dois pesos e duas medidas, duas questões que andam em lados opostos, mas que precisam uma da outra. Precisamos de dinheiro para sustentar nos sustentar e sustentar nosso trabalho, equipamentos, etc, da mesma forma que precisamos da valorização do nosso olhar que dinheiro nenhum paga.

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É aí que entra a problemática que os fotógrafos mais éticos se preocupam:  Não posso cobrar tão caro, mas também não posso cobrar barato – Esse trabalho merece uma valorização melhor –  Aquele freelar não valeu a pena para meu portfolio, mas pagou minhas contas do mês – Como posso fazer para me promover sem virar escravo da massa mercadológica? Questões que muitos se perguntam, e procuram superar todos os dias. Quando tudo gira em torno de uma única questão – O Olhar.

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Quando conseguirmos superar a crise do Olhar, encontrando a devida valorização, seremos vencedores, e o troféu chama-se subjetividade.

O mundo do fotojornalismo

Há exatamente um mês e 5 (cinco) dias, entrei como fotógrafa prestadora de serviço no jornal Diário do Nordeste. Como sabem, sou fotógrafa freelancer desde 2007 e em 2012 eu finalmente consegui abri minha empresa, meu escritório home office, emitindo notas, mas as contas aumentaram, a responsabilidade de um casamento bateu a porta. E por mais que eu esteja apenas prestando serviço (ou seja, sem carteira assinada) tenho tido uma experiência gigantesca lá dentro.

Depois desse lenga, lenga, acho que é bom eu explicar o porque desse meu artigo. Passei a minha vida inteira (exageradamente falando apenas da vida do TNF) falando que é sempre NECESSÁRIO (poisé, usei essa palavra, muitas vezes) que você escolha uma única área da fotografia para se especializar e conquistar o mercado mais facilmente. E foi aqui, no jornal que eu percebi que eu estava errada, não digo completamente errada, mas estava errada.

E como sou bastante fiel ao nossos leitores que muitas e muitas vezes encontram o TNF pesquisando sobre como entrar no mercado de trabalho ou como quantificar os primeiros jobs e etc, que eu tenho que me explicar antes de cometer a garfe de mudar de opinião sem me justificar e, principalmente, sem contar a minha história e experiência.

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O mundo do fotojornalismo

Foi no mundo do fotojornalismo que percebi que existe um mundo de coisas que ainda podemos explorar antes mesmo de ser fotógrafo, em apenas uma semana me dei de cara com a fotografia de comida, de produtos, de lugares, de ruas, retratos e até pessoas mortas. A minha preferência continua a mesma, mas as vivências tornam as minhas críticas diferentes.

O fato de você ter várias pautas (que um freelar chama de job) em um único dia, te dar a possibilidade de conhecer pessoas novas, conhecer novos lugares, novas culinárias e entender melhor como funciona a nossa triste realidade política. Claro, não quero ser hipócrita e dizer que o trabalho no jornal é perfeito, porque não é (assim como nenhum é), mas é enriquecedor, principalmente para um fotógrafo que, como eu, acha (achava, no meu caso) que se escolher uma área da fotografia e se especializar nela, vai dar tudo certo.

Bom, a verdade é que as vezes dá. E dá muito certo para algumas pessoas, que têm a sorte de fazer o documento certo, na hora certa da forma certa, e encontra o jeito certo de divulgar, de vender e ganham muito dinheiro com isso. Mas eu percebi que é questão de sorte. Primeiro você tem que ralar e ralar muito, ter o pé no chão e não ter medo de errar, além de tentar sempre evoluir (diariamente, claro) e estar experto para absorver todas as dicas que seus colegas tem pra lhe dar.

Enquanto eu sonhava em ser professora acadêmica de fotografia (ainda sonho, ta?), uma professora me disse que se eu não fosse para rua primeiro, ganhar prática para não ser apenas uma professora de teoria (nada contra), eu jamais atingiria meu objetivo. E ela estava bastante certa, certa até demais. Não escolha de cara o que você “quer” trabalhar dentro da fotografia, procure fazer de tudo antes, o olhar aprimorado não  é apenas aquele que faz muitas vezes a mesma coisa, é, inclusive, bastante interessante aprimorar o olhar como um todo, criar opniões sobre o máximo de categorias da fotografia que você puder!

Dicas: Aceite os mais diversos tipos de jobs, e se você perceber que não fez ainda, por exemplo, fotografia de comida, faça em casa, produza, construa cenários, e teste muito, sem medo de errar,  e não algumas vezes, várias vezes. Só assim você se descobre, praticando.

Dedicado à galera do jornal que vem me ensinando muito!

Fotojornalismo militante

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Arrisco dizer que hoje, o principal suporte de comunicação na era pós-moderna é a fotografia jornalística.

O mundo é imagético, aprendemos a conhecê-lo por suas representações antes mesmo de aprender a falar, na infância, e o estímulo visual vem sempre antes do verbal. É comum ler uma revista ou manchete de jornal por ter-se interessado pela imagem que a ilustra, porque a imagem vem sempre antes da palavra, e a exemplo do que foi dito aqui toda imagem jornalística acompanha ou vem acompanhada por uma legenda que assume o papel de elo de ligação entre espectador e acontecimento.

No princípio, as recentes manifestações foram recebidas com conservadorismo. A mídia tradicional na tentativa de desmoralizar a revolta popular caracterizando manifestantes como vândalos e baderneiros e os jornais divulgando imagens de violência. Uma semana passada e a máscara caiu, esta mesma mídia, com a verdade estampada que circulava em massa na internet e tendo muitos de seus profissionais, jornalistas e fotógrafos, feridos pela polícia militar em um episódio ditatorial de repressão, foi obrigada a mudar seu discurso. Começaram a ocorrer fotografias de ruas tomadas e cartazes de repúdio a violência.

O que é interessante discutir sobre os fatos recentes é que a fotografia jornalística difundida pelos meios tradicionais de comunicação, assim como o vídeo, pela televisão, tem como objetivo fundamental atestar a realidade que se apresenta, pois tem a propriedade de pressupor a verdade. Esquecemos, entretanto, que a fotografia mente. Ela representa a realidade de acordo com o interesse do fotógrafo, ou, neste caso, da posição política do meio ao qual está veiculada. E isto ficou claro durante os protestos de junho. Nós fotógrafos podemos optar por um enquadramento em detrimento de outro, dependendo de nossas intenções, e assim manipular a opinião de outras pessoas sobre um assunto, se assim se quiser. Cabe a nós decidir qual a verdade a ser contada. A fotografia como representação jamais poderá conter toda a verdade.

O que estranhamente a mídia tradicional não previu é que os próprios manifestantes pudessem contar sua versão, pela internet, com celulares e câmeras à mão e um poder de alcance mundial. Estes fotojornalistas, profissionais e amadores, conseguiram virar a opinião pública a seu favor, introduzindo luz sobre a unilateralidade de informação, coisa antes impossível. A mídia caiu, como também caiu a ilusão de que o Brasil é um país desenvolvido, economicamente estável e que sua população está satisfeita com o país em que vive.