A lomography e as lentes petzval para câmeras modernas

Não se assuste se você nunca ouviu falar nessas lentes, elas foram lançadas há muito, muito tempo, e ficou esquecida. As lentes petzval foram inventadas em 1840 por um rapaz com o nome de Joseph Petzval com o bjetivo de retratar pessoas. Na época em que a ideia de fotografar ainda estava batendo a porta de muitas pessoas, ter um equipamento específico para uma determinada prática era muita ousadia. Com uma abertura de f/3.6, pouquíssima profundidade de campo, baixa qualidade, uma leve distorção e saturação, qualidades que não valorizavam os trabalhos que hoje tem o seu valor vintage no mercado.

Muitos fotógrafos querem fotografar com analógico pela experiência fotográfica, que é bem diferente da experiência digital, mas nem todos tem tempo, nem disposição de comprar negativos, e depois revelar, digitalizar, é um processo demorado e nem sempre vale a pena (financeiramente falando), tendo em vista a quantidade de apps para celulares que fazem efeitos de filmes que simulam os negativos (nunca vai ser a mesma coisa, mas é econômico). Mas ter um acessório criado ainda na era analógica que pode ser acoplano na sua câmera DLSR é fantástico.

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Fazia tempo que eu não escrevia sobre o mundo Lomográfico porque achei que todos estavam acompanhando diretamente no Lomography.com, mas essa notícia bombou minha wishlist, e não podia faltar no nosso TNF.

Curiosidades Petzval

Essa aparência é exatamente igual a aparência da primeira Petzval, o que dá um valor ainda mais nostalgico.

Outra observação, é que o seu valor pode ficar em torno de R$ 1 mil reais, chegando no Brasil em Dezembro desse ano!

http://vimeo.com/70744505

Pinhole Day! Vamos comemorar!

Na verdade, verdadeira, o dia da fotografia pinhole foi anunciado por um americano recentemente em 2001, e desde então, a cada ano, grupos comemoram no mês de Abril sem uma data específica para a comemoração.

Pinhole Day foi a comemoração que mais movimentou o assunto, levantou questões, motivou fãs da fotografia como um todo, e divulgou a prática pelo mundo inteiro, comemorado pela ultima vez em 29 de Abril de 2012, escolhi também essa data para comemorar então, com você!! 😉

O estilo Pinhole foi abraçado pela facilidade de produção de uma câmera artesanal, pela economia (super barato para se fazer) e principalmente pela intimidade que é estabelecida entre o olhar e a fotografia, a magia uni essas duas perspectivas de uma forma que não eu mesma nunca vi igual.

Se algum dia na sua vida, você tiver uma prego, uma lata de alumínio, pedaços de papelão, spray de cor preta e papéis fotográficos sensíveis, fotografe, reúna amigos, reúna a família, quem sabe até seus filhos, pode ser uma nova forma de sair desse mundo tão cheio de olhares presos e pré-moldados. Essa prática eu apoio e passo adiante!

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Tenha um lindo dia Pinhole! 😉

 

Lomo da Vez: Diana Baby 110

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Mais uma linda maravilha dos mundos analógicos! Diana já é linda, imagine ela em versão Baby (ainda menor que a Diana Mini). O bacana é que mesmo sendo leve, portátil, baratinha, você tem a opção de trocar as lentes e usar flash! Muito bom!!! A minha #wishlist continua crescendo!


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É tudo champagne!! LomoS da vez, todas em clima de comemoração!

A comunidade lomográfica mais querida do mundo, completa os seus 20 anos de vida! Todos nós já sabemos que a lomografia já era considerada um estilo de vida além de categoria da fotografia, e agora esse estilo está cada vez mais se aproximando com os nossos vários estilos, épocas e fases e até festas. É em clima de comemoração de aniversário e festas de final de ano que essas belezinhas foram criadas com esse ton maravilhoso que todos usam nessa época, o champagne!

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Apresento-lhes Diana F+ como Cuvé Prestige , La Sardina como Grand Cru, Fish Eye no.2 como simplesmente Brut , E a maravilhosa Diana Mini como Premier Cru. É só escolher a sua favorita e comemorar!!

Lomo da Vez: Belair x 6-12

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Finalmente uma câmera do universo lomográfico que surge para inovar o mercado do seguimento. Estamos falando de um médio formato (6 x 12) que com exposição automática e que dá a possibilidade de fotografar em três formatos de foto. Vem com suas lentes, e tem uma definição incrível. É realmente um outro level para fotógrafos lomo. O problema é (sempre tem que ter) o limite, essa belezinha está sendo vendida a tempo e quantidades limitadas. Minha wishlist vai ficar frustrada duas vezes dessa vez! eehehe…

Lomo da Vez + La Sardina DIY + Concurso + Faça você mesmo

Acredito que mais personalizado do que você mesma criando e decorando não existe. E a lomography está investindo nesse conceito. Agora você pode ter uma La Sardina criada e decorada pelas suas próprias mãos! Quem tem habilidades manuais entende como isso é bom: a possibilidade de você inventar e desenhar algo para si mesmo. Sempre muitos designers investem em conceitos, desenhos, formas e cores diferentes para criar uma lomo como essa, dessa vez estão dando a oportunidade nas suas mãos!

O que achei ainda mais bacana foi o concurso: Mande a sua idéia, seu design para eles, se eles gostarem você pode ganhar uma La Sardina para você concretizar a sua arte. É a arte pela arte! 😉 Linda, né? Minha Wishlistpapocando de tão lotada!

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LomoKino MUBI edition! Praparar, apontar, gravando!

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 Atenção cinéfilos de plantão! Se você acha que tem um pézinho no mundo do cinema, ama artes e fotografia, essa com toda certeza é a companheira que você estava esperando. Uma edição limitada (e completa) da lomoKino, em parceria com a MUBI e com a assinatura do diretor consagrado Apichatpong Weerasethakul`s. Minha wishlist já foi pro espaço! ehehehe….

Lomo da Vez: La Sardina Guvnor

Essa belezinha que eu nem preciso dizer (mas já dizendo) que foi direto pra minha wishlist (que virou uma pasta gigante com inúmeros arquivos) eu publico em homenagem a minha querida amiga Lígia Nottingham editora do blog Catwalk Show e que é a CARA de Londres!

Você já deve conhecer a lomo simples e ousada La Sardina Guvnor, feita inspirada em caixinhas de sardinhas, mas essa é novidade, ela foi feita em homenagem a Londres, um lugar que celebra o analógico por todos os lados: moda, arquitetura, estilo de vida e muito mais. E quando eu digo que o lugar celebra o analógico, eu estou falando também dos usuários, claro, a linda comunidade lomográfica.

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Vou deixar Union Jack apresentá-la melhor! 😉 

Union Jack apresenta: La Sardina Guvnor.

Lomo da Vez: Diana F+ Sahara

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 Parece que esse mês foi um mês de lançamentos lomográficos! A Diana é uma marca lomo que vive lançando novas estampas e designs para sua câmera,que basicamente, carrega sempre o mesmo estilo vintage de ser. Diana F+ Sahara carrega um estilo selvagem, mas com ar de sofisticado.

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 Nem preciso dizer que essa vai direto pra minha wishlist, né?

Lomo da Vez: Sprocket Rocket SUPERPOP!

Tenho um piripak a cada lomo lançada, porque a minha wishlist vai só aumentando. Eu já era super fã das Sprcokets que dão esse efeito retrô com furinhos da imagem lembrando um negativo mesmo, imagine agora que elas ganharam cores SUPERPOPS?

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A primeira Sprocket Rocket foi lançada nos anos 90, no auge do POP, então esse estilo SUPERPOP não tem SÓ a ver com essas novas lindas cores, né?

Tenha uma ótima semana! 😉 (que já começa com a wishlist cheia).

Nova e linda Fisheye Baby 110!!! A Mini que cabe no seu bolso!

Linda e pequena! A nova Lomo está chegando no famoso formato 110 (um filme menor do que os outros),  bem parecida com a Fisheye one, com entrada para flash e para sapata. Tamanho não quer dizer nada, mesmo! Essa pequena maravilha te dar possibilidades de experimentar flashs, e outros formados de filme! E o grande lance de uma câmera lomo é justamente essa palavrinha: Experimentação.

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Introdução a Lomografia com a Fisheye Baby 110.

História das Marcas Holga e Diana

Não tem como contar a história da marca Holga sem lembrar da história da marca Diana, assim como não tem como mencionar uma dessas duas marcas sem lembrar da história da lomografia. A verdade é que a história de uma está diretamente relacionada com a história da outra, e tudo dentro da mesma história da lomografia, em uma determinada época que juntos estavam envolvidos com um determinado acontecimento histórico. O que ninguém sabia era que esse acontecimento histórico estava contribuindo fortemente para a história da fotografia.

Então, antes de conhecermos a história das marcas Holga e Diana, vamos entender como aconteceu o fenômeno lomografia:

Lomografia é um fenômeno que nasce (em 1980) junto com a necessidade de documentar a vida de uma forma prática e barata. Quando o mundo ainda estava em Guerra Fria, na União Soviética, o general Igor Petrowisch Kornitzky (Ministério da Indústria e da Defesa Soviética), amante da fotografia, pensou que se todos tivessem em mãos câmeras pequenas, fáceis de manusear e baratas, o mundo receberia uma grande e forte mensagem a partir dessas imagens feitas pelo povo, o que geraria uma grande propaganda. Pensando nisso, o general ordenou ao diretor da empresa LOMO (Michael Pantiloff) que produzisse de forma maciça máquinas do jeitinho que ele pensou. E assim foi feito. As câmeras fizeram sucesso não só na União Soviética mas também na Alemanha, Cuba, Vietnã. Lomografia, além de fenômeno fotográfico como um todo, é também um fenômeno artístico.

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A história da câmera Diana, começou ainda antes do fenômeno lomográfico. Ainda nos anos 60, em Hong Kong, essas lindas maravilhas foram produzidas pela empresa “Great Wall Plastic” com a mesma filosofia da história da lomografia: “Câmera baratas e fáceis de usar”, mas não era apenas isso. As câmera eram produzidas de uma forma estratégica, pensando na sensibilidade da luz. Como eram câmeras feitas de plástico, eram suscetíveis a entrada da luz, como uma pinhole. Diana então, foi a primeira marca a ser reconhecida pela comunidade lomográfica.

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Holga foi a sucessora da Diana. Nasceu um pouco mais tarde em 1982, na China, quando a história da lomografia já havia se iniciado, e assim como a palavra lomografia havia sido lançada, outras também ganharam seu espaço naquela época, como toy-cameras e lo-fi. Tudo tinha a ver com o processo analógico e semi artesanal  de fotografar e a forma como essas imagens eram reveladas. O preocesso de revelação era ainda mais marcante  do que a própria forma de captura. A revelação dos negativos de um filme lomográfico é feito de uma forma diferente (por conta da sensibilidade) que dá um resultado contrastado e com cores bem definidas.

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Outra característica da Holga (que é também da Diana) é a estética lo-fi, com lentes também de plástico, intercambiáveis que causam distorções das fotos. Eles chamam de “efeito de sonho”, e foi o que mais conquistou os amantes das artes, da lomografia e dos entusiastas.

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