História da Marca Polaroid

A quase 80 anos foi fundada uma marca que mudaria (essa sim) completamente os conceitos do que seria fotografia.  O desenho da luz literalmente estava em nossas mãos, instantaneamente. A marca Polaroid, ou Polaroid Corporation nasce de uma reinvenção de conceitos com pitadas de ousadia.

 

O físico Edwin Land teve uma brilhante ideia quando sua filha de cinco anos questiona o fato de não poder ver suas fotografias a tempo e hora. E desse ingênuo questionamento nasce, mais precisamente em 1948 (11 anos após fundar a empresa), a câmera Polaroid. Engraçado que há algum tempo atrás fazíamos perguntas como essa da filha de Land e como seria interessante de os eletrônicos complementassem as nossas necessidades, mas ultimamente parece que essas necessidades estão mais que preenchidas e muitas vezes nós, consumidores procuramos necessidades para justificar nossas inúteis compras. Toda essa reflexão para falar que a queridinha da Polaroid nasce ousada, mas nasce para atender uma necessidade de uma época sem o digital.

O produto era designado (e ainda hoje o é) para o público amador com um poder aquisitivo alto, que procura registrar seu dia, sem muitas pretensões ou buscas pela qualidade fotográfica. Tratava-se de um equipamento fotográfico sem negativos, que revelava as imagens em papéis fotográficos (segredo: sais de prata) tudo em apenas 60 segundos. Na época era um milagre a olho nu, hoje a Polaroid é mais um equipamento vintage para apreciadores de uma boa fotografia.

Como esse sucesso todo teve o seu início? Falei pra você que o produto era designado para um público amador, ou seja, era um produto, que apesar de novo, tinha um fácil manuseio. Em se tratando de fotografia instantâneas, não tinha muito como controlar luz ou composições. O grande lance, era o seu preço, essa maravilha custava pouco. O único problema eram os seus papéis fotográficos que tinham que ser abastecidos, e eles não era tão baratos assim (por isso o nível do público era alto).

Edwin Land a procura de grandes desafios, conseguiu convencer um grande fotógrafo profissional da época, o americano Ansel Adams, famoso por suas fotografias em P&B e longe de ser um fotógrafo estilo POLAROID, a fazer um teste com uma belezinha dessas (A nova POLAROID Land Film Type 42), isso tudo em 1955, no auge da história da fotografia. O resultado foi: Belas fotografias do Parque Nacional Yosemite, lindas composições com uma simples câmera normal. E é aí que toda a história muda, muda a história da arte, muda a história da fotografia e ainda por cima,  os amantes profissionais da fotografia passam a se interessar também pelo equipamento.

Após essa pequena mudança no percurso, a marca foi exportada para outros países, chegando até a abrir subsidiárias. Em seguida foi lançada a POLAROID automática, mais uma grande jogada de mestre do dr. Land. Mas, a maior de todas essas jogadas foi a de 1963, quando as fotografias instantâneas ganharam cores, que abriu um espaço gigantesco. O que não foi uma boa jogada, foi a fabricação de milhares de câmeras dessas, levando a empresa a uma crise financeira.

Em 2009, assim como muitas marcas fotográficas, a Polaroid anuncia que diminuirá suas produções de analógicos, seguindo seu rumo nos digitais. Hoje, essas maravilhas são encontradas em lojas lomográficas a preços de bananas sendo consideradas um produto vintage!

Eu não considero a Polaroid uma marca com uma história falha e tão pouco acho que ela deveria ter feito algo melhor. Ela fez a sua GIGANTE contribuição para a história da fotografia de uma forma linda. O que nós temos que concordar é que um analógico nos tempos de hoje passou a ser apenas um acessório vintage para amantes dos filmes e “polaroids” (terminficando). Quem vai culpar o direcionamento da marca para a produção digital, se sabemos que ela precisa manter e cobrir os seus gastos?

Site oficial da Marca Polaroid